Belém dá posse a novos conselheiros e fortalece cultura

Representantes do poder público, dos fóruns distritais e de 27 segmentos culturais assumem mandato até 2028 para contribuir com a construção e o acompanhamento das políticas públicas de cultura da capital

Crédito: Paula Lourinho

Posse dos novos conselheiros culturais

A cultura de Belém é feita de muitas vozes, histórias e tradições. Do carimbó às aparelhagens, do teatro às manifestações populares, cada expressão ajuda a construir a identidade da cidade. Para garantir que essa diversidade também esteja presente nas decisões sobre o futuro do setor, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realizou, nesta quinta-feira (15), a cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Municipal de Política Cultural de Belém (CMPC). A solenidade ocorreu na Sala Vicente Salles, no bairro de Nazaré, e reuniu representantes do poder público, dos fóruns distritais e da sociedade civil.

Os novos conselheiros assumem a responsabilidade de representar diferentes áreas da cultura, apresentar demandas, propor melhorias e acompanhar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento cultural do município.

Crédito: Paula Lourinho

Atuação dos conselheiros com proposição e fiscalização das políticas deve fortalecer cultura em Belém.

Conselho amplia a participação social nas decisões sobre a cultura

O Conselho Municipal de Política Cultural é um espaço de diálogo entre a sociedade civil e o poder público. Sua atuação permite que artistas, produtores, trabalhadores e representantes de diferentes manifestações culturais participem das discussões sobre as ações e os investimentos destinados ao setor.

Na prática, os conselheiros apresentam as necessidades dos segmentos que representam. Um integrante da área musical, por exemplo, pode apresentar propostas de valorização dos profissionais da música, enquanto um representante das manifestações populares pode contribuir com iniciativas de preservação das tradições culturais.

Além de propor melhorias, o Conselho possui funções consultivas, deliberativas e de controle social, contribuindo para a definição de prioridades, acompanhamento das ações e fiscalização das políticas culturais. O objetivo é garantir que as decisões considerem as diferentes realidades de quem produz e mantém viva a cultura de Belém.

Para o secretário municipal de Cultura, Michell Durans, a posse representa um avanço no fortalecimento da participação popular e na construção de políticas públicas mais próximas das necessidades dos agentes culturais.

“O Conselho tem um papel consultivo, deliberativo e de controle social. Ele funciona como uma ponte entre a sociedade civil e o poder público. Essa pluralidade de representações é fundamental para construirmos políticas públicas que cheguem aos verdadeiros fazedores de cultura. É aqui que se discutem propostas, se buscam recursos e se fiscalizam as ações para que elas deem certo lá na ponta. Temos muito a comemorar com um Conselho ativo e participativo”, destacou o secretário.

Crédito: Paula Lourinho

O secretário de Cultura de Belém ressaltou a participação social como um dos principais benefícios do Conselho Municipal.

Representatividade

A nova composição reúne 22 representantes de órgãos públicos, entre titulares e suplentes, oito representantes dos Fóruns Distritais e 27 representantes da sociedade civil, distribuídos em 27 segmentos culturais. O Conselho também poderá contar com integrantes convidados, que poderão contribuir com as discussões, mas sem direito a voto.

Entre as áreas representadas estão artes visuais, audiovisual, literatura, livro e bibliotecas, música, teatro, dança, circo, museus e espaços de memória, design e moda, arquitetura e urbanismo, artesanato, arte digital e patrimônio cultural material e imaterial, incluindo expressões como o carimbó e a capoeira.

A composição também contempla a cultura alimentar, indígena, afro-brasileira, quilombola, ribeirinha e de povos tradicionais. As culturas populares, representadas por bois, pássaros e grupos parafolclóricos, dividem espaço com manifestações urbanas, como hip-hop, reggae e coletivos de aparelhagens.

Também estão representados o carnaval, as quadrilhas juninas, os pontos e pontões de cultura, além dos trabalhadores e servidores da cultura popular.

Crédito: Paula Lourinho

A diversidade assegura a participação de manifestações tradicionais e contemporâneas nas decisões municipais, permitindo que as particularidades dos bairros, distritos e comunidades sejam consideradas na elaboração das políticas culturais.

Uma das novas integrantes é Carla Gouveia, representante do segmento de cultura contemporânea e coletivos de aparelhagens. Para ela, a presença dessas categorias no Conselho Municipal de Cultura representa uma oportunidade de ampliar o reconhecimento e a valorização de manifestações que movimentam a cultura das periferias de Belém.

“É importante que todas as categorias tenham seus conselheiros para que possamos trabalhar juntos pelo fortalecimento da cultura. Nosso segmento reúne DJs, coletivos de aparelhagens, carretinhas e som automotivo. São categorias com uma expressão cultural muito grande e que agora têm a oportunidade de levar suas demandas para dentro do Conselho”, afirmou Carla.

Novos conselheiros têm mandato até 2028

Crédito: Paula Lourinho

Carla Gouveia, uma das novas conselheiras de Cultura de Belém.

O processo de escolha dos representantes teve início em setembro de 2025, conforme o Edital nº 006/2025. Com a cerimônia de posse realizada nesta quinta-feira (15), os novos conselheiros iniciam oficialmente o mandato para o biênio 2026-2028.

Entre os principais desafios dos novos conselheiros está transformar as demandas dos diferentes segmentos em propostas que contribuam para o planejamento e a execução de ações culturais no município.

Para Antônio Alves do Rosário, que assume uma cadeira como representante do setor musical, a responsabilidade é ainda maior diante da diversidade de estilos, profissionais e manifestações que fazem parte da música produzida em Belém.

“Temos uma diversidade musical muito grande no município e representar esse segmento é uma responsabilidade enorme. A música está presente em praticamente todas as outras manifestações culturais. Essa cadeira tem um peso importante, e esperamos fazer uma boa representação durante os dois anos de mandato, levando as necessidades da música de Belém para dentro do Conselho”, ressaltou Antônio.

Crédito: Paula Lourinho

Antônio Alves do Rosário, novo conselheiro Cultural do setorial música.
Última edição por: Tânia Menezes

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