Na manhã desta quinta-feira (5), agentes de combate às endemias de Belém participaram de uma capacitação para a implementação de uma nova etapa das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) na capital paraense, com a instalação de mais de 500 armadilhas. O treinamento foi realizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na sede da Corregedoria-Geral do Estado do Pará (CGE-PA), localizada na avenida Almirante Barroso.
A nova etapa de instalação das armadilhas começa no próximo dia 16 e, inicialmente, será direcionada a pontos estratégicos com maior potencial de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre os locais contemplados estão cemitérios, sucatas e imóveis com grande concentração de depósitos que podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.
A capacitação tem como objetivo apresentar aos agentes a metodologia de instalação, os critérios para escolha dos locais e os procedimentos de manutenção das estações. A chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma, Shirley dos Santos, explica que a tecnologia chega para fortalecer um trabalho de vigilância que já é realizado pelas equipes de campo.
“Hoje está ocorrendo a capacitação dos agentes de combate às endemias em torno da atividade das estações disseminadoras de larvicidas. As EDLs serão implementadas a partir do dia 16 de novembro no município de Belém. As estações disseminadoras vêm auxiliar um trabalho que já é realizado pela Divisão de Controles de Endemias”, destaca Shirley.
Crédito: Felipe Matos

Tecnologia e resultados
As EDLs são armadilhas desenvolvidas para ampliar o alcance das ações de controle do Aedes aegypti. O equipamento possui uma tela impregnada com larvicida que, ao entrar em contato com a fêmea do mosquito, permite que ela transporte o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas.
Em Belém, a metodologia começou a ser aplicada em 27 de agosto do ano passado, inicialmente em bairros como Guamá, Marco, São Brás, Curió-Utinga, Pedreira e Sacramenta, além de áreas estratégicas que receberam estruturas de apoio durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), há um ano. Na primeira etapa foram instaladas 5.223 estações.
De acordo com Shirley dos Santos, o trabalho apresentou resultados positivos, com redução de aproximadamente 70% no índice de infestação nas áreas contempladas. A chefe da divisão ressalta que a nova etapa busca ampliar a atuação da tecnologia, começando pelos pontos estratégicos e avançando posteriormente para áreas dos bairros Jurunas e Condor.
A agente de combate às endemias Eliete Santana, que participou da capacitação, destaca que a tecnologia representa um reforço importante para o trabalho das equipes, principalmente em locais onde a identificação e o controle dos focos são mais difíceis.
“Vem ajudar muito, porque há locais que necessitam de uma atenção maior, locais em que a gente não consegue alcançar, onde a demanda de focos é grande. E essa nova tecnologia das armadilhas das EDLs vem ajudar a gente demais”, afirma.
Crédito: Felipe Matos

Participação da população
A participação dos moradores também é fundamental para o sucesso da estratégia. Durante as visitas, os agentes apresentam a metodologia, solicitam autorização para instalar as estações nos imóveis e orientam sobre os cuidados necessários para manter os equipamentos nos locais indicados.
As armadilhas precisam permanecer em áreas cobertas, protegidas da chuva e do calor excessivo, seguindo critérios técnicos de instalação. A manutenção é realizada pelos agentes a cada 30 dias, com troca da tela e verificação do nível de água. O período de permanência das estações em cada imóvel é de seis meses.
A Sesma reforça que a colaboração dos moradores, permitindo o acesso das equipes e contribuindo para a conservação das estações, é essencial para fortalecer as ações de prevenção e combate ao mosquito na capital.
Crédito: Felipe Matos
