Ecomuseu da Amazônia terá representação na Conferência Geral de Museus

Representantes do Ecomuseu da Amazônia, vinculado à Prefeitura de Belém por meio da Fundação Escola Bosque Eidorfe Moreira, foram convidados para participar da 24º Conferência Geral de Museus e Paisagens Culturais em Milão, na Itália. O evento será realizado no período de 3 a 9 de julho de 2016.

O convite surgiu após a participação de uma das fundadoras do Ecomuseu da Amazônia (Pará), Maria Tereza Rezende Martins, e do coordenador interino do Ecomuseu, Vinicius Pacheco, no V Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários realizado de 14 a 17 de outubro deste ano, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

O evento, que teve como tema "Iniciativas museológicas comunitárias: construindo caminhos para o bem-viver", foi uma iniciativa da Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários-Abremc e Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF, com o apoio dos Ecomuseus: Kizomba Namata, Carste, Cipó e Serra de Ouro Preto, além da parceria do Instituto Brasileiro de Museus-Ibram e Capes.

Durante o evento, Tereza Rezende expôs o trabalho desenvolvido no Ecomuseu da Amazônia na mesa redonda Museologia comunitária: Experiências, Desafios e Estratégias de Gestão e Sustentabilidade. “É importante ressaltar que a partir dos encontros realizados anteriormente já existem alguns relatos de motivação e reconhecimento de novas experiências, corroboradas pela vivência nesses momentos, o que agrega ainda mais conhecimento”, disse a pesquisadora.

Já o coordenador interino, Vinicius Pacheco, ministrou a oficina Biomapas direcionada para a apresentação da metodologia de elaboração de mapas, que podem ser considerados um modelo de inventário,uma vez que seu conteúdo refere-se ao registro do patrimônio comunitário a partir de um contexto geográfico, cultural e histórico produzido pela própria comunidade. Os biomapas foram construídos nas comunidades das ilhas de Mosqueiro, Cotijuba e Outeiro.

“O biomapa é um trabalho exclusivo, pois nunca haviam construído um mapa desta forma, onde as pessoas dizem o que a comunidade possui, como a localização da igreja, da casa de farinha, locais de pesca e até mesmo a orientação sobre onde a canoa é atracada. Com isso valoriza-se a cultura, a arte, o conhecimento local, além de incentivar a geração de renda e a sustentabilidade”, afirmou Vinicius Pacheco.

Para a Conferência Geral de Museus e Paisagens Culturais em Milão, os responsáveis têm até o mês de fevereiro do próximo ano para enviar os projetos. Entre os mais cotados para serem protocolados estão a tese escrita por Tereza Rezende, denominada “Proposta de Turismo Sustentável para a comunidade da ilha de Cotijuba” e o inventário, que contém o biomapa com os aspectos materiais e imateriais da ilha de cotijuba, realizado pelo atual coordenador interino do Ecomuseu.

Texto: Aline Saavedra

Última edição por: Agência Belém

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