Dia da Tacacazeira é comemorado com festival gastronômico e cultural em Belém

Falar de Belém do Pará é o mesmo que falar de açaí, maniçoba e claro, do tacacá. Há dois anos a vendedora de tacacá é reconhecida como patrimônio cultural imaterial para o município de Belém, pela Lei 8.979 de 13 de setembro de 2013. Para comemorar a data, a Prefeitura, em parceria com a Associação das Tacacazeiras e Comidas Típicas de Belém (Astacom), realiza neste final de semana, o 1º Festival do Tacacá de Belém. O evento começou no sábado,12, e segue até este domingo,13, na Praça dos Estivadores.

A programação é marcada não somente pelos pratos gastronômicos culturais, mas também pela música e pela dança tipicamente paraenses. Na praça, 10 barracas com os carrinhos das tacacazeiras foram montadas para atender ao público que participa da comemoração. O grupo Mistura Regional foi quem animou o público na noite de sábado.

A fisioterapeuta Nádia Santos soube da programação e levou toda a família para a praça. De acordo com ela, a iniciativa é positiva. “Sem dúvida a programação é importante porque valoriza e homenageia não só a tacacazeira, mas também a nossa cultura, nossos pratos típicos, a nossa raiz”, disse.

A presidente da Astacom, Nete Pantoja, festeja a iniciativa do festival que “celebra todas aquelas que trabalham e tiram do tacacá a seu sustento. É fazer com que a nossa atividade seja reconhecida e valorizada pelo nosso povo do Pará e pelos turistas”.

Na cidade, tão presentes quanto as mangueiras das largas avenidas, como a Presidente Vargas e Nazaré, são os carrinhos de comidas típicas que trazem em si uma parte da rica cultura gastronômica tão admirada.

Adriana Silveira trabalha desde os 12 anos de idade como tacacazeira. A atividade teve início com a avó, que logo depois passou para sua mãe e hoje, Adriana, com seu carrinho na avenida Nazaré, tira o sustento de toda a sua família. Por dia, cerca de 60 cuias de tacacá são comercializadas na barraca de Adriana. No período do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, no mês de outubro, o número mais que duplica, chegando a 150 cuias de tacacá por dia.

“Eu como tacacazeira só tenho a festejar pelo dia dedicado a nós e por hoje fazer parte do primeiro festival do tacacá. Estou muito feliz. Agora tenho certeza que mais coisas boas irão acontecer para nós”, afirmou Adriana.

O secretário municipal de Economia, Fábio Moreira, prestigiou o evento e falou da importância da atividade das tacacazeiras para a economia municipal. “As tacacazeiras estimulam e desenvolvem a economia paraense com os seus pratos típicos, entre eles o tacacá. Com o festival estamos celebrando não só o prato, mas sim a figura humana da tacacazeira. Hoje o turismo não está voltado apenas para atividades lúdicas, mas também para o turismo gastronômico. E no Pará um dos monumentos gastronômicos, é o tacacá”, afirmou.

A PMB, por meio da Secon em parceria com a Associação das Tacacazeiras e Comidas Típicas de Belém, vai fazer um levantamento do número de tacacazeiras que atuam na cidade. Hoje, o número de tacazeiras associadas chega a 100.

Texto: Aline Saavedra

Última edição por: Agência Belém

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