Seminário debate a reinserção social de detentos

A Prefeitura Municipal de Belém, através da Secretaria de Urbanismo (Seurb), participou do "I Seminário de Reinserção Social” realizado nos dias 29 e 30 de abril, no auditório da Polícia Civil, que abordou o tema “Trabalho que renova vidas". O evento foi realizado pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), por meio da Escola de Administração Penitenciária, em parceria com a Fábrica Esperança.

O seminário propôs despertar a reflexão sobre o impacto efetivo do trabalho na reinserção social dos detentos e egressos do sistema penitenciário, pautado na valorização do privado de liberdade, além de constituir uma oportunidade de debater a política da administração penitenciária no Estado do Pará.

O número de detentos contratados pela Prefeitura Municipal de Belém chega a 150, distribuídos entre as secretarias de Urbanismo, Saneamento e Meio Ambiente. A iniciativa é fruto da parceria com o Governo do Estado, através do programa “Conquistando a Liberdade”. Antes de sair às ruas, cada interno participa de curso de manuseio de ferramentas, roçagem, paisagismo e segurança do trabalho. Além disso, eles são remunerados e desenvolvem serviços de limpeza e manutenção dos espaços públicos.

A diretora administrativa e financeira da Seurb, Risoleide Freitas, falou sobre a importância do trabalho dos internos na Secretaria, e principalmente para a sociedade como um todo. “Eles trabalham nas praças, cemitérios e canteiros. Deixam a nossa cidade cuidadosamente mais bonita com seus trabalhos de poda e paisagismo. Sem dúvida isso é muito gratificante, não só para eles, mas principalmente para nós, pois eles trabalham com carinho e com um olhar especial”, frisa a diretora.

Para os detentos que participam do projeto, esta é uma oportunidade única. "Uma oportunidade como essa, para mim, trouxe muita coisa. Hoje eu posso sair ver a rua, estar de volta ao convívio com a sociedade, coisa que ha três anos eu não sei o que é. Fora que os nossos patrões são muito bons com a gente, nos ajudam, nos respeitam, nos tratam como gente, nos valorizam de verdade. Isso é muito recompensador", comemora Virgínia Santos da Silva, 49 anos, presa em 2010 por tráfico de entorpecentes.

O evento contou ainda com a apresentação do grupo “Acordes Livres”, formado pelos internos do Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC).

Texto: Danielle Zuquim

Última edição por: Agência Belém

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