Escolas municipais entram na luta contra a Esquistossomose

O Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose (PCE) da Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de conscientização sobre a doença popularmente conhecida como “Barriga D’água” entre alunos das escolas municipais de Belém no período de 10 a 21 deste mês. Ao todo 16 unidades de ensino foram visitadas e orientadas a realizar exames laboratoriais em mais de dois mil estudantes. A intenção é orientar pais e as próprias crianças e adolescentes sobre como identificar os sintomas e confirmar possíveis casos precocemente.

Para fazer a detecção da esquistossomose,foram realizados exames em 2.319 alunos com idade entre 07e 14 anos, a partir da coleta de fezes. O trabalho é uma ação do Inquérito Nacional de Prevalência da Esquistossomose, do Ministério da Saúde. Durante o período da coleta de material nas escolas, os técnicos do PCE promoveram palestras e apresentaram vídeos sobre a doença para os pais e responsáveis dos alunos com idade entre 7 e 14 anos.

“A intensificação está sendo feita com as crianças, porque são elas que, com frequência, têm contato com o ambiente ou brincam com a água possivelmente contaminada”, frisou David. Os resultados dos exames serão encaminhados para a escola onde as crianças estão matriculadas.

Casos confirmados podem ser tratados no próprio PCE, se o paciente for adulto. Já para pacientes crianças e idosos, os infectados são encaminhados ao Núcleo de Medicina Tropical do Estado.

A esquistossomose

A barriga d’água, como é popularmente conhecida a esquistossomose, é causada por um parasita que tem no homem o seu hospedeiro definitivo e é transmitida normalmente pela água contaminada. O paciente apresenta sintomas como coceiras, falta de apetite, diarreia e vômitos na fase aguda da doença. Já na fase crônica, períodos de diarreia podem ser alternados. Pode ocorrer ainda o aumento do fígado, do baço e a dilatação do abdômen, motivo pelo qual a endemia é conhecida como barriga d’água. O tratamento é feito com medicamento de dose única, que dependem do peso do paciente.

Texto: Gisele Nogami

Última edição por: Agência Belém

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