Rede municipal de Educação promove formação para educadores acompanhantes de estudantes com deficiência

A Secretaria Municipal de Educação (Semec), através do Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (CRIE), realiza a formação de cerca de 300 servidores acompanhantes de estudantes com algum tipo de deficiência, matriculados na rede municipal de ensino. O evento iniciou na segunda-feira, 23, no auditório da Faculdade Estácio, proporcionando formação teórica e prática para capacitar os acompanhantes a atuar de forma mais eficiente e inclusiva.


A coordenadora geral do CRIE, Tatiana Maia, informa que o evento visa também “fortalecer as habilidades dos acompanhantes para promover  a autonomia e o desenvolvimento integral dos estudantes, assegurando uma prática pedagógica que favoreça o aprendizado em um ambiente escolar acessível e acolhedor”.


“Educar é promover o outro que é diferente de mim na sua neurodiversidade, na sua universidade. Educar é nunca hostilizar, menosprezar, tratar com desrespeito, discriminar, diminuir o outro. Educar é sempre promover e a essência da escola é a educação” ensinou o professor Edmilson Lima, nesta terça-feira, 24, no evento.


Desafio – Edmilson Lima chamou a atenção de quem vai trabalhar com pessoas com transtorno de espectro autista. Segundo ele, o estudante não está interessado nos títulos acadêmicos do professor. “O aluno quer ser bem tratado como qualquer um de nós. O aluno quer saber da tua ação, da tua atitude, que é uma das barreiras das mais difíceis na vida”. Ele concluiu afirmando que “o desafio do educador é não menosprezar o outro e sim o acolher”.


A programação do processo formativo tratou da legislação da educação especial e inclusiva; o papel do acompanhante; como interagir com os estudantes que têm transtorno do desenvolvimento intelectual; e transtornos específicos da aprendizagem.


Foi também destacado que o trabalho do CRIE avança porque conta com pessoas comprometidas com a educação, num processo de formação permanente. E que as dificuldades não podem imobilizar o educador.

Texto: Paulo Roberto Ferreira

Última edição por: Agência Belém

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