Preço do pescado nos mercados de Belém atrai a população e turistas

Preço do peixe cai pela quarta vez consecutiva e deve atrair consumidores no Círio de Nazaré e COP 30.

Crédito: Roberta de Paula

O valor da maioria das espécies de peixe comercializadas nos mercados municipais de Belém apresentou queda de preço pelo quarto mês consecutivo, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 16, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon), e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese-PA). A pesquisa se refere ao mês de agosto e a tendência é que o produto continue em baixa nos próximos meses.

“Os preços estão bem equilibrados, isso é um atrativo para a população e para os turistas que vão visitar Belém em outubro e também em novembro para a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). Além disso, não podemos esquecer dos donos de hóteis e restaurantes que vêm aqui comprar o peixe para ser ofertado aos clientes de fora”, disse o presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém, Fernando Souza.

Crédito: Ascom Sedcon

O presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém, Fernando Souza, diz que o setor se prepara para a movimentação do Círio de Nazaré e da COP 30.

Vendedor de peixe há 60 anos do Mercado de Ferro do Complexo do Ver-o-Peso, Pedro Santos revela que o filhote é o pescado mais procurado pelos turistas. “Eles querem provar nos restaurantes, mas também vêm aqui para conhecer de perto o peixe e levar para a terra deles”, disse o peixeiro.

Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, André Cunha, “a diversidade de pescado comercializado no Mercado do Ferro, aliada à revitalização total do espaço, que será entregue este mês de setembro pela Prefeitura de Belém, são atrativos que devem aquecer ainda mais a economia e o turismo no Complexo do Ver-o-Peso”, destacou o titular da Sedcon.

O novo Mercado de Ferro do Complexo do Ver-o-Peso, que será entregue neste mês de setembro, vai aquecer a economia e o turismo local.

Pesquisa

Conforme o estudo da Sedcon e Dieese-PA, no mês de agosto as espécies que tiveram quedas mais expressivas de valor foram a traíra, com recuo de 18,46%. seguida do curimatã, com queda de 9,33%, da sarda, -7,26%; do mapará, -6,98%; do cação, -6,33%; da guirijuba, -5,55%; do xaréu, -4,12%; da pratiqueira, -3,59%; da piramutaba, -2,46%; da pirapema, -2,08%; e da pescada amarela, que registrou queda de 1,99%.

Já na média observada ao longo de 2025, foi identificado que de janeiro até agosto deste ano algumas espécies apresentaram recuo de preço, como o tucunaré, com queda de 37,50%, seguido da tainha, com recuo de 18,61%; do peixe-serra, com -16,94%. da pescada branca, -15,02%; e do curimatã, com queda de 9,64%.

“Seguindo a tendência de anos anteriores, a expectativa é de novos recuos de preços, considerando a maior oferta de espécies e melhores condições de captura do pescado. As pesquisas seguirão acompanhando este cenário”, garantiu o supervisor técnico do Dieese-PA, Everson Costa.

Última edição por: Fernanda Palheta

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