Funpapa debate impactos da crise climática sobre a população de rua

Programação reuniu gestores, sociedade civil, profissionais e pesquisadores para discutir soluções para a emergência climática em Belém

Crédito: Wesley Corrêa

Representantes da Funpapa, de universidades, da sociedade civil e lideranças comunitárias reuniram-se para pensar coletivamente o tema da assistência social em meio à crise climática em Belém.

No primeiro dia da COP-30, nesta segunda-feira (10) o papel da assistência social na solução dos impactos da crise climática sobre a população mais vulnerável de Belém foi tema de debate dentro da Green Zone, espaço dedicado ao público geral. Com o tema “Assistência Social e Emergência Climática em Belém: Construindo Soluções por Território”, a programação reuniu cientistas, representantes da sociedade civil e autoridades, entre as quais, representantes da Fundação Papa João XXIII (Funpapa).

Belém enfrenta desafios crescentes relacionados às mudanças climáticas, como enchentes, insegurança alimentar e deslocamentos forçados. Nesse cenário, a assistência social é estratégica para garantir direitos e reduzir desigualdades, de forma a reduzir vulnerabilidades de grupos como, crianças, mulheres, idosos, migrantes e refugiados e pessoas em situação de rua, entre outros.

O objetivo do evento foi abrir espaço de diálogo e identificar estratégias e soluções integradas para fortalecer a assistência social adaptativa como mecanismo de proteção aos mais vulneráveis.

Crédito: Wesley Corrêa

A discussão ocorreu no Pavilhão Pará, da Green Zone, e envolveu diferentes públicos para a discussão e construção de estratégias de garantia de direitos à população de rua

De acordo com Kassya Fernandes, coordenadora do Escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Amazônia, o papel da Assistência Social vai além de providenciar benefícios eventuais após desastres e calamidades, mas garantir justiça climática para as pessoas mais vulnerabilizadas.

“Esse foi o momento de começar essa discussão coletiva sobre os passos que devemos dar, tais como elaborar um plano de ação, cronogramas necessários, buscar financiamento para ações que venham preparar o município de Belém para responder a eventuais calamidades e também para se adaptar às mudanças climáticas que já estão acontecendo”, afirmou Kassya.

A superintendente da Funpapa, Emilia Sanova, esteve presente no debate e frisou que não se pode falar sobre sustentabilidade sem discutir justiça social. “Enquanto assistência social, a Prefeitura de Belém, através da Funpapa, está sempre trabalhando para que as pessoas em situação de vulnerabilidade que sentem mais os impactos da crise climática, sejam amparadas e acolhidas”, destacou.

Última edição por: Fernanda Palheta

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