Projeto do Jurunas exalta cultura afro-brasileira

Projeto reúne apresentações, exposições e ações educativas em alusão ao Dia da Consciência Negra

Crédito: Luís Miranda

Estudantes apresentam trabalhos sobre cultura e identidade afro-brasileira durante o projeto “Memórias de Resistência”.

Neste mês da Consciência Negra, a Escola Municipal Honorato Filgueiras, localizada no bairro do Jurunas, realiza o projeto “Memórias de Resistência: 6 anos de luta, cultura e identidade negra”, iniciado nesta quinta-feira (27), com atividades até esta sexta-feira (28).

A ação marca a culminância dos projetos e ações desenvolvidos ao longo de 2025, sobre temas que reforçam a importância de manter viva a memória afro-brasileira, combater o racismo estrutural e fortalecer identidades, promovendo educação antirracista, respeito e valorização da diversidade cultural.

O projeto completa seis anos na escola. Criado e organizado pela professora Wilma Falcão, tem o objetivo de promover uma retrospectiva histórica e cultural das ações desenvolvidas pela Escola Honorato Filgueiras ao longo dos anos, valorizando a memória, a resistência e a identidade afro-brasileira e indígena, culminando no fortalecimento do antirracismo como caminho para uma sociedade justa e plural.

Crédito: Luís Miranda

Professora Wilma Falcão conduz atividade educativa que destaca o legado da população negra no Brasil

“Já são seis anos de combate ao racismo e à intolerância aqui na escola. Nossa intenção é promover respeito e reconhecimento do legado que os negros trouxeram para o Brasil”, afirmou a professora Wilma Falcão.

As turmas do 4º ao 9º ano prepararam uma programação diversificada, com atividades sobre comidas afro-brasileiras e seus significados religiosos, exposições sobre arte, cultura e religiosidade negra, além de oficinas de pintura corporal e tranças nagô.

A turma do 9º ano ficou responsável pela exposição sobre religiosidade afro-brasileira. Os estudantes destacaram como a informação é capaz de combater o preconceito.

“Tem muita gente que tem preconceito porque não conhece a religião afro-brasileira. Muitos que vêm aqui, quando conhecem a história dela, mudam de opinião”, disse a estudante Alessa de Cássia, da turma do 9º ano.

Crédito: Luís Miranda

Alunos do 9º ano explicam ao público a religiosidade afro-brasileira e como a informação combate o preconceito

Kaleb Tarcío, de 15 anos, aluno do 8º ano, participará do desfile do dia 28 para mostrar a força do black power, corte que simboliza identidade, resistência e orgulho negro.

“Eu venho com a ideia de acender uma luz para as pessoas que têm vergonha do seu cabelo. Quero mostrar a força do Black Power”, afirmou.

Crédito: Luís Miranda

Kaleb Tarcío se prepara para o desfile do Black Power, símbolo de orgulho e resistência negra

A programação termina na tarde desta sexta-feira (28) com um desfile de personagens afro e afro-brasileiros, reunindo representações de rainhas africanas, princesas, guerreiras e líderes negras históricas.

Última edição por: Tânia Menezes

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