A Bacia do Mata Fome, em Belém, recebeu uma programação do projeto “Periferias Verdes Resilientes – Macroárea Bacia do Mata Fome”, desenvolvido pelo Ministério das Cidades em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que busca envolver a população na identificação de problemas, potencialidades e soluções para o território. As atividades começaram na terça-feira (11) e prosseguiram nesta quarta-feira (12) com reuniões entre o poder público, a comunidade e organizações parceiras. Os grupos também participaram de oficinas e visitaram áreas que serão contempladas pelas intervenções do Programa de Macrodrenagem da Bacida Hidrográfica do Igarapé Mata Fome (Prommaf).
“A ideia é começar esse engajamento social para que a população seja protagonista. Nessa oficina, foi possível identificar as potencialidades do local, os espaços públicos que podem ser utilizados e apresentar alternativas de soluções baseadas na natureza, que possam ser aplicadas naquela localidade”, explicou Wilson Neto, diretor do Prommaf.
Segundo Wilson Neto, a proposta é, justamente, aproximar a comunidade das decisões e articular esse trabalho com os diferentes níveis do poder público e organizações da sociedade civil. Por isso, as lideranças comunitárias participaram dos encontros para discutir projetos, identificar possíveis ações integradas e alinhar estratégias.
Crédito: Paula Lourinho

Na terça-feira houve uma reunião de articulação institucional da comunidade com representantes do Ministério das Cidades, do International Council for Local Environmental Initiatives (Iclei) América do Sul – grupo que ajuda Governos locais a criar políticas de proteção ambiental, transição climática e desenvolvimento urbano sustentável -, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto Perifa Sustentável, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem) e lideranças comunitárias da Bacia do Mata Fome.
Para preparar os participantes para a visita aos pontos que podem receber futuras ações do Prommaf, lideranças participaram de uma reunião em um salão de recepções no bairro da Pratinha e alinharam as expectativas para a caminhada pelo território.
Crédito: Marcio Damasceno

À tarde, as equipes percorreram diferentes áreas, como a rua São Clemente, Comunidade Visão de Deus, rua Maria Quitéria e rua Ana Zira. O objetivo foi conhecer de perto a realidade dos locais e identificar espaços com potencial para receber Soluções Baseadas na Natureza, as chamadas SbN.
Essas soluções podem contribuir para enfrentar problemas como alagamentos, enchentes, chuvas intensas, períodos de seca e altas temperaturas, além de colaborar com a recuperação ambiental do território.
Crédito: Marcio Damasceno




Para Wilson Neto esse processo com os moradores é fundamental para planejar ações de acordo com a realidade de cada comunidade.
Depois da caminhada, moradores, lideranças e representantes das instituições promoveram uma troca de percepções sobre os locais visitados e áreas consideradas prioritárias para futuras intervenções.
A Bacia do Mata Fome é uma das regiões que contribuem para alagamentos em diferentes pontos de Belém. Por isso, a proposta é unir planejamento, recuperação ambiental e participação popular para construir soluções que deixem o território mais preparado para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Crédito: Marcio Damasceno
