O clima da Copa do Mundo de Futebol transborda na capital paraense. O centro comercial de Belém, no bairro da Campina, principal ponto de vendas no varejo da cidade, oferta diversas opções de itens para torcer pela seleção brasileira no Mundial, que vão de bandeirinhas, cornetas, bolas a uma variedade de confecções para todas as idades e gêneros.
O mototaxista Alessandro Gonçalves Santos levou o filho para escolher, na manhã desta quarta-feira, 10, uma camisa da seleção brasileira.
“Nunca tive a oportunidade de ver o Brasil ganhar um Mundial, mas torço que isso logo aconteça. Até a minha bicicleta já está decorada com as cores da seleção”, diz o estudante Alessandro de Souza Santos, de 16 anos.
Crédito: Roberta De Paula

As vendas aquecem a economia dos trabalhadores informais que atuam no centro comercial. A permissionária Lane Campos, 42 anos, conta que a saída de adereços da Copa do Mundo chegam a triplicar nesse período.
“Por isso me preparei com bastante mercadoria e facilito as compras dos clientes aceitando cartões de crédito, débito Pix e dinheiro”, conta a empreendedora, que está devidamente regularizada junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedcon).
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Já a vendedora de variedades Priscila de Souza, de 38 anos, foi ajudar o pai, José Messias Freitas, 60, com as vendas de itens para a Copa, como bandeirinhas, cornetas e adereços diversos.
“A demanda é tão grande que vim dar esse reforço aqui no Comércio. Esse é um momento muito importante para nós, pois conseguimos aumentar nossa renda”, diz a comerciante.
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Ruas da capital entram no clima da Copa
As ruas de Belém também estão ficando verdes e amarelas. As pinturas no chão e as decorações entre os postes de iluminação registram as expectativas dos moradores da travessa 3 de Maio, por exemplo, em um extenso perímetro que vai da avenida dos Mundurucus até a rua Fernando Guilhon.
“Tudo aqui foi decorado com a ajuda da vizinhança. Há 4 meses já estamos comprando os enfeites no centro comercial, as vendedoras de lá já até me conhecem. Também contamos com o apoio da Prefeitura de Belém para autorizar devidamente nossos encontros aqui na rua nos dias dos jogos do Brasil, em um ambiente familiar e agregador”, conta o autônomo Paulo Sérgio Ramos, 64 anos, conhecido por toda vizinhança como seu Vitela.
Crédito: Roberta De Paula

No asfalto, a brincadeira de menino toma forma com a arte de outro morador da travessa 3 de maio, o físico Arthur Carvalho, de 34 anos.
“Sempre gostei de desenhar e já tive a oportunidade de fazer algumas artes em grafite, mas aqui consigo expressar nossa paixão pelo futebol”, conta.
Crédito: Roberta De Paula

Para quem deseja se inspirar em ornamentar as ruas de Belém com as cores do Brasil, os moradores da travessa 3 de maio criaram o Instagram @tv0.3demaio_.
Crédito: Roberta De Paula
