Nada mais a cara de Belém do que um Carnaval que traz samba, axé, mas sem deixar de lado outros ritmos locais tão dançantes quanto, como o carimbó e aqueles marcados pelas influências latino-caribenhas: lambada, guitarrada, merengue, entre outros.
Para trazer esse tempero regional ao CarnaBelém, a Prefeitura convidou artistas locais como a Lambada Social Club que, junto com os músicos da banda Ver-o-Brass, vão agitar o circuito Ver-o-Rio Psica da Velha Chica na segunda, 16.
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Conhecida por realizar um trabalho de pesquisa e divulgação da lambada e de outros ritmos que fazem sucesso no Pará, a Lambada Social Club criou o projeto Roda de Lambada, primeiro evento de Lambada feito na rua, com o objetivo de democratizar o acesso à cultura. O guitarrista e compositor Eduardo Barbosa conta um pouco sobre a missão da banda e sobre o show no CarnaBelém. Confira.
Agência Belém – Quando e como surgiu Lambada Social Club?
A Lambada Social Club surgiu em 2023 com o objetivo de salvaguardar o gênero musical paraense mais famoso no mundo: a lambada. Criamos o projeto Roda de Lambada, que é o primeiro evento de lambada feito na rua e busca democratizar o acesso à cultura e à arte para todos.
AB – Por que esse nome?
Surgiu de uma brincadeira com o nome Buena Vista Social Club. Eu estava no lançamento de um livro sobre música nortista e tive a ideia, a partir de uma pergunta que um participante do lançamento do livro fez, questionando o motivo de não existirem mais bandas de lambada em Belém do Pará.
AB – Qual a composição da banda?
A banda é composta por mim, Eduardo Barbosa, guitarrista e compositor; Marcelo Negrão, tecladista, voz e que faz os arranjos e também compõe; Mariano Jr. na bateria e voz; e Dinei Teixeira na percussão. Somos os fundadores e donos do projeto. Contratamos para os shows o baixista Paulo Kamello, músico com vasta experiência no Brega Paraense.
Crédito: Divulgação

AB – Qual o repertório dos shows da banda? Que ritmos/artistas/músicas não podem faltar?
O repertório da banda passeia pelo imaginário caribenho da região. Tocamos os Merengues, Zouks, Kompás e Cadence-Lypsos que começaram a chegar por aqui no século passado e que se misturaram com a nossa musicalidade. Também tocamos as Lambadas, desde a raiz que surgiu aqui, até a Lambada que estourou no Brasil e no mundo. No meio de todo esse bolo, tem as nossas músicas autorais, que bebem na fonte disso tudo aí.
AB – Quais são as referências musicais de vocês?
Lambada, guitarrada, brega, merengue, cúmbia, zouk, kompá, cadence-lypso.
AB – Por que vai ser imperdível o show da Lambada Social Club no CarnaBelém 2026?
Nesse CarnaBelém, faremos um show especial intitulado de Lambadas Internacionais. Teremos como convidados a galera do Ver-o-Brass, adicionando metaleiras, característica típica da música do Pará e também do Caribe. É show para quem gosta de dançar!