Prefeitura usa jogos e brincadeiras em educação para o trânsito

Atividades promovidas pela Segbel e pela Sesma chegam a alunos da Escola Benvinda de França Messias, em São Brás, alinhando saúde e educação no trânsito sob a premissa de que enxergar o outro salva vidas.
Estudantes aprendem sobre trânsito seguro com jogos

Nesta sexta-feira, 19, uma cooperação técnica e pedagógica da Prefeitura de Belém, voltada à segurança viária, animou a manhã de estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Escola Benvinda de França Messias, no bairro de São Brás. A ação, realizada em parceria pela Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), teve o objetivo de levar conceitos práticos de educação para o trânsito e reiterar as consequências de sinistros viários na capital paraense.

A atividade reforça o tema da Campanha Nacional de Trânsito de 2026, cujo lema “Enxergar o outro é salvar vidas” propõe uma reflexão coletiva sobre a necessidade de superar o isolamento urbano cotidiano, estimulando a empatia, o reconhecimento e o respeito mútuo entre os diferentes atores que compartilham o espaço público.

Aprendizado na prática

Durante três horas de atividades, as crianças participaram de oficinas de pintura, mini palestras explicativas e dinâmicas artísticas animadas por palhaços. Para tornar o aprendizado imersivo, as equipes técnicas da Segbel disponibilizaram bloquinhos de multa lúdicos e simulações de habilitação para a condução de bicicletas e patinetes.

O grande destaque foi o tabuleiro humano do trânsito, jogo interativo estruturado sobre uma lona gigante no qual os próprios estudantes funcionam como pinos operacionais. Conforme avançam pelas casas, os alunos respondem a perguntas específicas sobre a conduta ideal e as obrigações legais de pedestres, ciclistas e condutores.

“Aprendi que a gente não pode atravessar a rua correndo e nem fora da faixa de pedestres”, afirma a estudante Lara Santos, de 8 anos

Para os pequenos motoristas e pedestres do futuro, a lição foi assimilada de forma rápida. A estudante Lara Sofia Santos, de 8 anos, expressou o entusiasmo com a dinâmica.

“Eu achei muito divertido ser o próprio pino do jogo! Aprendi que a gente não pode atravessar a rua correndo e nem fora da faixa de pedestres, e que os carros precisam respeitar quem está andando de bicicleta.”

“Aprendi que a gente tem que respeitar os sinais e olhar para os dois lados antes de atravessar”, diz Rebeca Melo, de 8 anos

Quem também aprovou a experiência foi a aluna Rebeca Gama Melo, de 8 anos.

“Gostei muito de ganhar a minha primeira carteira de habilitação de brinquedo para andar de patinete. Aprendi que a gente tem que respeitar os sinais e olhar para os dois lados antes de atravessar.”

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Consciência civil e saúde pública

De acordo com a agente de trânsito Karime Rodrigues, que integra a Coordenadoria de Educação para o Trânsito da Segbel, a aplicação de ferramentas lúdicas em ambientes de convivência estudantil consolida uma melhor aprendizagem sobre o trânsito seguro.

A agente de trânsito Karime Rodrigues afirma a aplicação de ferramentas lúdicas em ambientes de convivência estudantil consolida uma melhor aprendizagem sobre o trânsito seguro

“O jogão da educação é uma forma lúdica de levar informação de trânsito em geral para essas crianças. É através de um jogo de tabuleiro humano onde as crianças são os próprios pinos, elas jogam e caem em casas específicas onde vai ser falado sobre pedestres e ciclistas, seja dos seus direitos ou dos seus deveres. Dessa forma, a gente consegue mostrar para essa criança, já desde pequena, tudo que ela precisa ter de melhor para um trânsito mais seguro.”, explicou a servidora.

A iniciativa se alinha ainda às diretrizes da área de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (Dant) da Sesma, que atua na prevenção de violências e acidentes sob a coordenação do Programa Vida no Trânsito (PVT), contando com equipes de suporte da Seção de Educação em Saúde, vinculada ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devs).

A intersetorialidade da ação foi reforçada pela representante da Sesma, a enfermeira Rosa Helena Monteiro, coordenadora local do PVT, que destacou o impacto direto dessas ações na redução de demandas nos sistemas de saúde pública.

“O sinistro de trânsito hoje é tratado como um problema grave de saúde pública, pois impacta diretamente nossos índices de morbidade e mortalidade. Quando trazemos a prevenção para dentro da escola, aliando saúde e educação, estamos agindo na raiz do problema. Ver o entusiasmo dessas crianças em aprender nos dá a certeza de que estamos descentralizando esse conhecimento e construindo uma Belém que prioriza o bem-estar coletivo.”

Ao integrar os setores de segurança, mobilidade e saúde pública, a gestão municipal busca descentralizar o conhecimento técnico e transformar o ambiente escolar em um núcleo difusor de boas práticas.

A expectativa é que o conhecimento absorvido de forma adaptada à faixa etária das crianças seja replicado junto aos núcleos familiares, fortalecendo a malha de proteção social na Região Metropolitana de Belém.

“Quando unimos os esforços da Segbel e da Sesma em uma ação comunitária, estamos trabalhando não apenas para mitigar riscos imediatos, mas para formar uma nova geração de condutores e pedestres baseada na empatia, no respeito às leis e na preservação da vida. Essa conscientização que começa na infância é o caminho mais sólido para construirmos vias mais humanas e seguras para toda a população de Belém”, avaliou o secretário da Segbel, Luciano de Oliveira.

Colaboração: Danielle Dias
Última edição por: Lilian Leitão

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