Neste sábado (20), a partir das 15h, Belém vai passar por uma demonstração da ferramenta Defesa Civil Alerta (DCA) sobre a iminência de riscos de desastre, dentro da etapa de nacionalização do sistema, promovida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), por meio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).
O sistema foi Desenvolvido pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, Coordenação Geral de Monitoramento e Alerta e Coordenação de Gestão de Informação.
Informações e orientação
Para a etapa de lançamento da DCA, a Prefeitura de Belém, por meio da Defesa Civil municipal, levou equipes de técnicos e voluntários para informar a população no Complexo do Ver-o-Peso e no shopping do bairro Batista Campos na manhã desta sexta-feira (19).
Na ação, as equipes da Defesa Civil informaram a população sobre o envio de mensagens em celulares como testes. O primeiro envio será na tarde de amanhã, com a apresentação do sistema
Crédito: Lucas Damasceno

O evento-teste deste sábado ocorre, simultaneamente, nos sete Estados da Região Norte. No Pará, além de Belém, os municípios de Parauapebas, Paragominas e Tucuruí estão incluídos na programação. A partir do dia 24 de setembro, a tecnologia será disponibilizada, efetivamente, para a Região Norte, com alerta de perigos reais. Até lá, não há motivos para a população se preocupar.
Sistema Defesa Civil Alerta
O Sistema Defesa Civil Alerta envia mensagens de emergência via telefonia celular, com alertas sonoros e visuais que informam sobre a iminência de risco de desastres naturais, como alagamentos, enxurradas, enchentes, deslizamentos de terra e vendavais, ou desastres provocados pelo homem. Além de informar o tipo e risco do desastre, os alertas orientam como agir para se proteger. Estão aptos para receber os alertas celulares com sistema Android ou IOS, lançados a partir de 2020 e conectados ao sinal 4G ou 5G.
O DCA vai complementar outras ferramentas de alertas de emergência, como mensagem SMS, TV por Assinatura, Whatsapp, Telegram e Google Public Alerts. E para assegurar que o usuário visualize o alerta, a mensagem aparecerá com destaque na tela do celular, sobrepondo qualquer aplicativo em uso.
O conteúdo e momento de envio dos alertas são de responsabilidade dos órgãos de proteção e defesa civil. A ação é operacionalizada por meio do sistema Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Nesta primeira fase, o envio será responsabilidade das Defesas Civis estaduais.
Defesa Civil Alerta Belém
Vitor Magalhães, superintendente da Defesa Civil de Belém, destacou a importância da ferramenta. “A DCA é muito importante para preparar a população para os riscos de desastres naturais e orientar sobre como agir nesses casos”, destaca.
Crédito: Lucas Damasceno

“Essa ferramenta é muito útil e importante para que as pessoas saibam com antecedência que o evento pode ocorrer. Assim, elas podem salvaguardar a vida e os bens delas. E também para que elas tenham tempo de sair da área de risco”, explica a analista da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Camille Lemos Teixeira.
Crédito: Lucas Damasceno

Tipos de alertas
A Defesa Civil Alerta vai emitir dois tipos de mensagens. O Alerta Extremo representa o nível mais crítico e indica uma ameaça imediata à vida ou à propriedade, exigindo que a população adote medidas como evacuação ou busca por abrigo imediato. O aviso é acompanhado por um som de sirene que toca mesmo se o celular estiver no modo silencioso. Já o Alerta Severo indica que embora haja uma ameaça, a urgência não é imediata, dando à população um pouco mais de tempo para se preparar. O sinal sonoro é um “beep” similar ao de um SMS.

“Já estamos trabalhando com os alertas há meses, e a população já entende a importância da Defesa Civil enviar esses alertas prévios. Eles já estão se acostumando que, quando enviamos a mensagem pelo celular, é porque realmente está na iminência de acontecer algo, que pode ser chuva intensa, alagamentos, vendaval, dentre outros”, afirma Cristiane Tinoco, geóloga e integrante do Grupo de Apoio a Desastres (Gade), que já tem experiência com a ferramenta.


