Verão pede atenção para prevenção de alergias na pele
Calor, suor, sol e banhos de imersão favorecem reações alérgicas. Dermatologista orienta sobre prevenção, cuidados e informa sinais de alerta.
Entre as alterações mais comuns nesta época do ano estão as brotoejas, as reações alérgicas às picadas de insetos e a piora de doenças de pele já existentes
O verão é a estação perfeita para aproveitar praias, piscinas, igarapés e atividades ao ar livre. Mas, junto com os dias de calor intenso, aumentam também os casos de alergias e irritações na pele. O suor excessivo, a exposição prolongada ao sol, o contato frequente com água, cosméticos e até frutas cítricas podem desencadear reações que vão desde coceiras leves até lesões mais graves. Além disso, os banhos de imersão retiram parte da barreira natural de proteção da pele, tornando-a mais vulnerável às dermatites e outras alergias cutâneas.
Entre as alterações mais comuns nesta época do ano estão as brotoejas, provocadas pelo suor retido nos poros, as reações alérgicas às picadas de insetos e a piora de doenças de pele já existentes, como a dermatite atópica.
Crédito: Paula Lourinho
Para aproveitar o verão nas praias de Belém, cuidados devem ser redobrados, principalmente com crianças e idosos
“Entre as principais alergias de pele no verão estão as brotoejas, provocadas pelo suor retido nos poros da pele, que causam desconforto e coceira. Também são comuns as reações alérgicas às picadas de insetos, conhecidas como prurigo estrófulo, além da piora de doenças de pele preexistentes, como a dermatite atópica”, explica a médica dermatologista da Casa do Idoso, Fernanda Cecília de Oliveira Costa Ataide Brito.
Segundo a especialista, o calor favorece o surgimento dessas reações porque estimula o suor excessivo, aumenta a exposição da pele e reduz sua proteção natural, principalmente após os banhos frequentes em praias, piscinas e igarapés.
Médica dermatologista da Casa do Idoso, Fernanda Cecília de Oliveira Costa Ataide Brito dá orientações
“As temperaturas elevadas, o suor constante e os banhos de imersão removem parte da barreira natural de proteção e hidratação da pele, deixando-a mais suscetível às dermatites e outras alergias cutâneas”, ressalta.
Embora muitas pessoas confundam alergias com queimaduras solares, existem diferenças importantes. Em geral, as alergias costumam provocar coceira, enquanto as queimaduras pelo sol causam mais ardência. Ainda assim, como os sintomas podem ser semelhantes, a orientação é buscar avaliação médica para um diagnóstico correto.
Alergias costumam provocar coceira, enquanto as queimaduras pelo sol causam mais ardência. A orientação é buscar avaliação médica para um diagnóstico correto.
Perfumes, cosméticos e cítricos exigem atenção
Além das alergias mais conhecidas, algumas reações ainda surpreendem muitas pessoas durante o verão. Uma delas é a fitofotodermatose, causada pelo contato da pele com frutas cítricas, como limão, laranja e tangerina, seguido da exposição ao sol. Nesses casos, podem surgir manchas avermelhadas que, posteriormente, ficam escurecidas.
Outro cuidado importante envolve o uso de perfumes e produtos de skincare. Alguns cosméticos podem aumentar a sensibilidade da pele à radiação ultravioleta e provocar reações de fototoxicidade ou fotoalergia.
“Alguns cosméticos podem fotossensibilizar a pele e causar reações de fototoxicidade ou fotoalergia. Além disso, algumas fragrâncias contêm substâncias presentes em frutas cítricas, por isso não é recomendado usar perfumes durante a exposição ao sol. O ideal é consultar um dermatologista para adequar a rotina de cuidados e identificar os produtos que devem ser evitados”, orienta Fernanda Brito.
A médica também reforça que crianças, idosos e pessoas com pele sensível merecem atenção redobrada. Nas crianças, a barreira de proteção da pele ainda está em desenvolvimento. Já nos idosos, o afinamento natural da pele e a redução da hidratação favorecem o ressecamento e aumentam a predisposição às dermatites.
Cuidados simples fazem a diferença
Algumas medidas podem ajudar a prevenir alergias e aproveitar o verão com mais segurança:
Usar roupas leves, preferencialmente de algodão;
Manter a pele hidratada, principalmente após banhos de praia, piscina ou igarapé;
Aplicar primeiro o protetor solar e, depois, o repelente;
Utilizar protetor solar com fator de proteção solar de no mínimo 30, preferencialmente acima de 50, reaplicando o produto a cada duas horas;
Evitar exposição ao sol entre 9h e 16h;
Lavar bem as mãos com água e sabão após manusear limão, laranja, tangerina ou outras frutas cítricas antes de se expor ao sol; e
Evitar o uso de perfumes durante a exposição solar.
A dermatologista lembra ainda que qualquer produto aplicado na pele pode provocar alergias, inclusive o protetor solar. Para pessoas com pele sensível, como pacientes com rosácea, os filtros minerais costumam ser uma alternativa mais indicada.
Médica orienta a utilização de protetor solar com fator de proteção solar de no mínimo 30, preferencialmente acima de 50, reaplicando o produto a cada duas horas
Quando procurar atendimento
Vermelhidão intensa, coceira persistente, ardência, surgimento de bolhas, febre ou mal-estar são sinais de alerta e exigem avaliação médica.
“O que nunca deve ser feito é utilizar medicamentos por conta própria, sejam industrializados ou naturais. A automedicação pode agravar o quadro, favorecer infecções secundárias e dificultar o diagnóstico correto”, alerta a dermatologista.
Com cuidados simples, atenção aos sinais da pele e orientação médica quando necessário, é possível reduzir os riscos de alergias e aproveitar o verão com mais conforto, saúde e bem-estar.