Ecomuseu da Amazônia realiza trilha ecológica e valoriza comunidade de Cotijuba

Para valorizar o patrimônio histórico e cultural do Pará, a Fundação Escola Bosque (Funbosque), por meio do Ecomuseu da Amazônia, realizou neste sábado, 20, o Roteiro Patrimonial de Visitação nas comunidades Fazendinha e Poção, na Ilha de Cotijuba. Cerca de 50 participantes, entre estudantes, pesquisadores e turismólogos, puderam desfrutar dos patrimônios naturais e culturais das comunidades da ilha.

Cotijuba possui 12 comunidades e uma população estimada em mais de 10 mil moradores fixos. A ilha, com mais de 20 km de praias, é banhada pelas Baías do Marajó e do Guajará. O acesso é feito por embarcações que saem do trapiche do distrito de Icoaraci, e, a viagem leva em média 40 minutos.

A visitação das comunidades Fazendinha e Poção está inserida na 15ª Semana de Museus. O evento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) iniciou no último dia 18 com debates, feiras e oficinas de artesanato, assim como exposições artísticas e culturais. A coordenadora do Ecomuseu da Amazônia, Maria Terezinha Martins, explica que esta é a 9ª vez que a Funbosque participa da Semana de Museus, e esse ano traz o tema: "Ecomuseu da Amazônia: Território em Descoberta".

"Atuamos diretamente em ações propostas pela comunidade. Baseados nos eixos cultura, meio ambiente, turismo de base comunitária e cidadania, incentivamos e acompanhamos as atividades propostas pelos moradores da ilha", pontua a coordenadora, destacando que no eixo de turismo estão inseridas as ações que resultaram no roteiro de visitação realizado neste sábado. "As atividades estão totalmente voltadas para a valorização do patrimônio local", completou.

Na comunidade, os visitantes conheceram dois mestres da cerâmica regional. O artesão José Justo Pereira, 68, reproduz réplicas de peças que estão expostas em diversos museus do mundo. Com 69 anos, a artesã Antônia de Maria Mesquita recebeu os visitantes e ensinou como utilizar a argila para fabricação de peças artesanais.

O presidente da Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais de Turismo (ABBTur), Elzário Pereira, destaca que a região das ilhas de Belém apresenta grande potencialidade para o turismo comunitário. "A grande dificuldade para implementação desse tipo de turismo é a gestão desses conhecimentos e a necessidade de sensibilização da comunidade sobre a importância desses espaços naturais e suas potencialidades. A comunidade local precisa se apropriar desse turismo, ganhando e se beneficiando com essa atividade", destaca, acrescentando que as comunidades precisam ser mostradas como elas de fato são, sem a artificialidade induzida que o turismo convencional exige.

"Este tipo de turista está em busca de elementos que representem a vida local. Ele quer ver o ambiente conservado e com as características naturais preservadas e sem grandes intervenções", destacou.

Ecomuseu

O Ecomuseu da Amazônia foi criado em 2007 no âmbito da Secretaria Municipal de Educação (Semec), vinculado à Fundação Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. O conceito, do Ecomuseu, tem suas bases assentadas na participação popular para a construção de um desenvolvimento humano sustentável, que garanta a integração de todos e que seja representativo das necessidades e interesses das comunidades, a partir da valorização dos “saberes e fazeres” e da memória coletiva.

Texto: Lauro Lima

Última edição por: Agência Belém

Compartilhe: 

Zeladoria Cidadã

Fatos Rápidos

0

Ruas a serem asfaltadas em Belém

R$ 0 M

Investimento em recursos próprios da Prefeitura

0

Ruas com ordem de serviço imediata na Terra Firme

0

Frentes de trabalho simultâneas mobilizadas

Agentes Locais

Fulano da Silva

Agente DAGUA

Maria Joana

Agente DABEL

João Batista

Agente DASAC

Pautas

Não temos pautas no momento
Não temos notas no momento

Notícias Relacionadas

Pesquisar