Escola municipal do Aurá promove exposição, que celebra a ancestralidade e a diversidade cultural

A Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental (EMEIF) Santana do Aurá, no bairro do Aurá, marcou história com a realização da Primeira Exporarte, um evento que celebrou a ancestralidade e a diversidade cultural. Com o tema “Representatividade na Escola: valorizando a identidade negra dos estudantes da EMEIF Santana do Aurá”, a exposição foi um marco na agenda pedagógica da unidade, alinhada ao projeto “Escolas Antirracistas”, promovido pela Coordenadoria de Educação e Diversidade Étnico-Racial (Coderer).


Programação


A Exporarte reuniu uma série de atividades culturais, artísticas e pedagógicas, que envolveram estudantes, professores, famílias e a comunidade local. A exposição destacou a riqueza da cultura afro-brasileira e a importância do combate ao racismo no ambiente escolar.


Apresentações de dança, música, poesia e exposições artísticas foram algumas das atrações que deram vida ao evento.


A coordenadora da Coderer, Sinara Dias, destacou a culminância como gratificante, por ver que essa temática caminha no rumo certo na educação antirracista da rede municipal de Educação de Belém.


“Para nós, a educação antirracista é prioridade, pois, enquanto houver racismo na sociedade, em todas as suas manifestações, a gente entende que ainda temos muita a avançar. Vendo este momento, fico muito feliz que a escola Santana do Aurá está nessa luta e construindo junto com outras escolas a importância dessas práticas antirracistas”.


Mural coletivo


Entre os destaques, estavam os trabalhos dos estudantes que exploraram suas próprias raízes culturais, por meio de pinturas, esculturas, textos e ilustrações. Um mural coletivo, criado por estudantes, chamou a atenção ao retratar figuras de mulheres negras que marcaram o esporte brasileiro neste ano de 2024 e artistas de nosso estado, com mensagens de empoderamento e igualdade.


Pertencimento


De acordo com a diretora da escola, Carine Coelho, o evento foi uma oportunidade para fortalecer o senso de pertencimento e autoestima, tanto dos estudantes, quanto da comunidade.


Valorização


“A Exporarte não é apenas uma atividade escolar, é um movimento de transformação, pois parte da construção do Projeto Político Pedagógico (PPP), que envolve toda a comunidade escolar. Este momento não é só uma culminância, pois não paramos aqui, a ideia é continuar nos próximos anos e poder compartilhar tudo que desenvolvemos em 2024, em termos de valorização da pessoa negra, para que a criança se faça parte deste território e cultura e tenha orgulho de suas origens e entenda a importância de suas histórias. É fundamental que eles se vejam representados positivamente na escola e na sociedade”.


Escolas Antirracistas


O projeto “Escolas Antirracistas” conta com 60 escolas da rede de ensino de Belém, do qual a EMEIF Santana do Aurá faz parte. Tem como objetivo promover a equidade racial e valorizar a diversidade étnico-cultural nas instituições de ensino do município de Belém. A iniciativa fomenta a formação continuada dos trabalhadores da educação e a implementação de ações pedagógicas que combatam preconceitos e promovam o respeito à diversidade.


“Durante os trabalhos eu aprendi que não podemos julgar as pessoas por serem negras, e julgar por cantar músicas ou ser de religiões de matrizes africanas. E aqui, eu tô apresentando livrinhos com várias histórias, pra não julgar as pessoas”, relatou a estudante Wevelly Janaina, do 5º ano.


Incentivo


Durante o evento, a direção da escola homenageou seis estudantes que participaram da final da II Olimpíada e Paralimpíada do Matemática (II OPM), da rede Municipal de Educação de Belém.


O estudante Claudison dos Santos,  5º ano, conta que ficou nervoso durante a homenagem, mas que ficou feliz com o momento.


“Eu sabia que não ia ser fácil, mas fiquei feliz em participar da final e aprendi muita coisa. E aqui, na Exporarte, eu fiquei muito feliz pelo reconhecimento da escola”. 


A Primeira Exporarte da EMEIF Santana do Aurá deixa um legado de reflexão, aprendizado e inspiração. A expectativa agora é que o evento se torne uma tradição anual, fortalecendo ainda mais os laços entre a escola, a comunidade e a luta por uma educação antirracista.

Texto: Leandro Muller

Última edição por: Agência Belém

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