Estudantes participam de ação ambiental no Parque Gunnar Vingren

Parque ambiental na Marambaia recebeu estudantes em programação de educação ambiental, com exposição interativa entre os alunos e espécies da flora e da fauna amazônica

Crédito: Élida Miranda

Projeto do Bosque Rodrigues Alves levou exposição de animais taxidermizados para evento de educação ambiental no Parque Gunnar Vingren.

Na manhã desta sexta (12), o Parque Municipal Gunnar Vingren, localizado na Marambaia, abriu as portas para receber alunos da Escola Estadual Leonor Nogueira numa ação ambirental dentro em um pedaço de floresta amazônica dentro da cidade.

As crianças participaram da programação “Bosque vai à Escola”, projeto educativo do Bosque Rodrigues Alves que trabalha conscientização ambiental e leva ao público infantil uma exposição de animais vivos e taxidermizados, além de espécies vegetais de propriedades medicinais e cosméticas.

Crédito: Élida Miranda

A jiboia Milton, do Bosque Rodrigues Alves, foi uma das atrações para as crianças durante a programação.

Na ação, as crianças observam e interagem com os técnicos ambientais, podendo experimentar aromas, sabores, texturas e até mesmo tocar animais vivos, tornando o aprendizado mais leve e dinâmico.

“A gente aborda a temática abiental, arborização, mudanças climáticas, a educação ambiental como um todo de uma forma dinâmica”, explica Ana Célia Souza, da Coordenadoria de Educação Ambiental e Desenvolvimento Comunitário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Esta é a oitava ação do projeto em 2026, que está em execução desde o ano passado e já percorreu diversas escolas e outras instituições de Belém.

Crédito: Élida Miranda

“Bosque vai à escola” levou ações de educação ambiental para alunos da Escola Estadual Leonor Nogueira

A pequena Ana Laura Ferreira, 10 anos, foi uma das participantes da programação e confessa que amou a atividade, embora tenha sentido medo das cobras Milton e Capuccino e da aranha Dominique, do Bosque Rodrigues Alves.

“Eu achei meio assustadora, mas eu amei muito, foi mágico, foi animado! Eu colori bastante, eu fiz uma mensagem de que não se pode maltratar os animais e nem jogar lixo na floresta. Esse encontro foi incrível. Aprendi que nem todos os animais são selvagens e nem venenosos. Tipo a rasga-mortalha não é ruim, ela é boa e bem doce”, comentou a estudante.

Crédito: Élida Miranda

Ana Laura, 10 anos, elogiou a programação, embora tenha se assustado ao ver as cobras e a aranha vivas na ação

Um recanto verde dentro da cidade

Numa área de 38 hectares, delimitada pelas avenidas Júlio César, Centenário, Paragominas e rua da Marinha (na Marambaia), o Parque Gunnar Vingren é um espaço público que está passando por um processo gradual de recuperação e retomada de atividades pela gestão municipal, para ser reaberto à população.

De acordo com a chefe da Divisão de Parques da Semma, Andréa Amador, o espaço é uma floresta dentro da cidade, com rio, animais selvagens e diversas espécies de árvores e por tudo isso possui uma grande importância ambiental para Belém.

“O parque Gunnar Vingren é de grande importância ambiental, é uma floresta viva dentro da cidade. Aqui a gente tem muito potencial, o parque pode entrar para a rota ecoturística da cidade, porque existem trilhas que já estamos reabrindo para poder se tornar um ponto de visitação aberta ao público”, explica Andréa.

Crédito: Élida Miranda

A chefe da Divisão de Parques da Semma reforça a importância do Parque Gunnar Vingren para a cidade

A atividade desta sexta faz parte da campanha Junho Verde, realizada pela Prefeitura de Belém, por meio da Semma, e teve como objetivo despertar entre os estudantes a consciência sobre o valor ambiental do parque para a comunidade do entorno e para a cidade, bem como a importância da preservação do espaço.

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“Estar aqui, presencialmente, é uma grande ferramenta de educação ambiental, para que elas entendam quão é importante vivenciar e preservar esse espaço. Quando você se sente parte e vive as experiências, é muito diferente do que você apenas ter acesso a teorias”, pontua Andréa

Crédito: Élida Miranda

Após contato com animais e vegetais, os alunos foram convidados a desenhar e/ou escrever sobre o parque.

A professora da Escola Leonor Nogueira, Josiane Cavalcante, que acompanhou a turma do 5º ano na visita, confirmou a riqueza da programação para o aprendizado dos alunos.

“Eles passavam por aqui, mas nem imaginavam que teria esse espaço tão rico. Então é fundamental esse momento. A gente tem outras atividades voltadas para a questão ambiental na escola, mas é diferente eles terem vivenciado isso aqui”, afirma a professora.

Última edição por: Tânia Menezes

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