Moradores e profissionais da saúde na Ilha do Combú debatem a humanização do atendimento

Cerca de 50 pessoas participaram nesta sexta-feira, 20, da 4ª roda de conversa na Ilha do Combú, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, Universidade do Estado do Pará e Ministério da Saúde. O evento teve como propósito discutir a Política Nacional de Humanização (PNH), com foco na diretriz do acolhimento.

Durante toda a manhã, usuários do Sistema do Único de Saúde e da Unidade Estratégia Saúde da Família (ESF) da Ilha do Combú contaram aos profissionais e estudantes da área da saúde as dificuldades que encontram no dia-a-dia relacionadas ao atendimento e suas perspectivas e visões sobre a saúde na ilha.

Lançada em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) busca pôr em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde. A PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para construir processos coletivos, estimulando a autonomia e a corresponsabilidade dos profissionais de saúde em seu trabalho e dos usuários no cuidado de si.

De acordo com Nahima Albuquerque, coordenadora da Referência Técnica de Humanização da Sesma, a mobilização dessas pessoas para discutir saúde, acessibilidade, cuidado, responsabilidade é uma forma de estimular a co-gestão do sistema de saúde, dando voz, oportunidade e autonomia para os atores envolvidos na Atenção e Gestão do SUS.

“A implementação do Acolhimento, na perspectiva da PNH, é uma estratégia de promover mudança na organização do processo de trabalho visando ampliar o acesso e garantir resolutividade no serviço. Para isso, estamos realizando espaços coletivos com usuários, trabalhadores e gestores, estimulando a problematização e perspectivas para melhoria de saúde na região", observou.

A coordenadora explicou que o acolhimento deve ser entendido como uma ferramenta tecnológica de intervenção na qualificação da escuta, na construção de vínculo, garantia do acesso com responsabilização e resolutividade nos serviços de saúde.

“Nós encontramos na ilha a equipe da unidade de saúde empenhada em qualificar o serviço e isso tem sido motivador para continuarmos o trabalho de implementação das diretrizes da PNH e proporcionar um atendimento diferenciado”, ressaltou Nahima.

O arquipélago do Combu é composto de seis micro-áreas, nas quais moram duas mil famílias. A Estratégia Saúde da Família do Combú possui uma equipe completa, composta de médicos, enfermeiras, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

Texto: Paula Barbosa

Última edição por: Agência Belém

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