Preço do pescado apresenta nova queda na capital

Caiu pela segunda vez consecutiva o preço da maioria das espécies do pescado vendido nos mercados municipais de Belém, conforme pesquisa apresentada nesta quarta-feira, 15, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e Departamento Intersindical de Pesquisa e Estudos Socioeconômico (Dieese-PA).

As espécies que apresentaram maiores baixas de valor no mês de maio foram o Xaréu, com queda de 17,21%, seguido da Pirapema 16,31%; Uritinga 12,77%; Dourada 12,19%; Tambaqui 11,02%; Arraia 10,04%; Pescada Amarela 10,00%; Peixe Pedra 9,09%; Piramutaba 8,60%; Filhote 6,79%; Surubim 6,17%; Cachorro de Padre 4,57%; Cação 3,87% e da Gurijuba, com queda de 1,99%.

Média mensal – Apesar da expressiva baixa de preço do pescado nos últimos dois meses, o supervisor técnico do Dieese no Pará, Roberto Sena, explica que “na trajetória dos cinco primeiros meses deste ano (janeiro a maio de 2022) a maioria dos peixes ainda continua com preço em alta e com reajustes bem superiores à inflação estimada em torno de 4,50% para o mesmo período”.

Segundo a Secon e o Dieese, poucas espécies de peixe apresentaram quedas de preços de janeiro a maio de 2022, com destaque para a Pirapema, com recuo de 11,40% seguida da Pratiqueira, com queda de 3,88%; Tambaqui -3,65% e a Piramutaba -0,54%.

Média anual – Já o balanço realizado pelos órgãos sobre o valor do pescado comercializado em mercados municipais de Belém, nos últimos 12 meses (maio de 2021 a maio de 2022) revelou também que a maioria dos preços apresentaram alta e com reajustes superiores à inflação, estimada em torno de 12,50% para o mesmo período.

Somente algumas espécies de pescado apresentaram queda de preços, com destaque para o Xaréu com recuo de 7,96, seguido do Aracu 6,63%; Tambaqui 3,41% e a Pirapema com queda de 0,76%.

Expectativas – De acordo com o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro, a expectativa é de que ocorra mais queda de preços neste segundo semestre nos mercados municipais de Belém. “O período de sazonalidade associado com a diminuição das chuvas favorecem a pesca, tornando mais comum a oferta do pescado à população de Belém. Interessante também é o consumidor sempre ficar de olho em nossas pesquisas e escolher as variedades de peixes que apresentam queda de valor”, destacou o titular da Secon.

Texto: Roberta Corrêa

Última edição por: Agência Belém

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