Prefeitura de Belém apoia festejos em homenagem a São Pedro pelas ruas e rio de Mosqueiro

A comunidade católica de Mosqueiro festeja São Pedro há 104 anos. Nesta quarta-feira, 29, dia dedicado ao santo, a programação foi aberta com procissão fluvial, seguida de missa na paróquia de Nossa Senhora do Ó, almoço comemorativo e homenagens aos beneméritos da festividade. O dia ainda contou com brincadeiras juninas e escolha dos novos dirigentes da festividade para 2023.

Este ano, a coordenação da festividade de São Pedro está arrecadando alimentos não perecíveis para distribuí-los às famílias carentes de Mosqueiro impactadas pela pandemia e desemprego.

Cultura da pesca – A devoção a São Pedro em Mosqueiro está associada à cultura da pesca na região da praia do Areião e na Baía do Sol.

Devoção – A festividade de São Pedro é a segunda maior em números de devotos, em Mosqueiro, ficando atrás somente da programação de Nossa Senhora do Ó, padroeira da ilha. Segundo a coordenadora da festividade, Luciana Palheta, as ações deste ano foram diferentes, com opção de arrecadar alimentos e o retorno presencial da romaria fluvial pelas águas do rio Tamanduá, um dos braços de água que recortam a geografia ribeirinha de Mosqueiro.

A procissão durou uma hora e meia, com saída do porto do Pelé, no bairro Maracajá, e chegada à praça da Matriz, na Vila.

Emoção – A banda de música Lira Nova, do município de Colares, animou os romeiros. A coordenadora, Vanessa Soeiro, estava emocionada. “A nossa banda vai festejar seu primeiro centenário em novembro e nós estamos muito honrados em poder participar dessa festa em louvor a São Pedro”, destacou.

Homenagens – Durante o percurso de terra e de água, o santo recebeu muitas homenagens, como da família da dona de casa Maria do Socorro Campos, que festeja o dia do santo junto com o aniversário do marido, Manoel Pedro.

“Vamos festejar com muita alegria, devoção e gratidão a São Pedro”, disse. “Vamos distribuir comida e animar as crianças com brincadeiras juninas e o tradicional mingau”, completou Maria do Socorro.

Tradição – Com os festejos e homenagens a São Pedro, Mosqueiro se despede da tradicional quadra junina, quando Santo Antônio e São João também foram homenageados. Os grupos tradicionais de Pássaros, bois-bumbás e quadrilhas roceiras também vivenciaram grande programação.

A Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro, inovou no formato da festa e promoveu um cortejo junino com diversidade musical de carimbó, boi-bumbá, samba, grupos de dança da terceira idade e até a figura folclórica da Matinta Encantada, criada e encenada pela atriz e arte-educadora Maria Borge. “Estou muito feliz por prestigiar esse evento. E que venham muitos outros, porque Mosqueiro é um grande celeiro cultural”, disse.

Saudade – Para quem participou das manifestações culturais ficou a saudade e a satisfação em ter sido convidado a participar da festa. Foi o caso do seu Pedro Valdez Moraes, 70 anos. Ele é morador do território quilombola do Sucurijuquara e desde jovem gosta de participar da tradição do boi-bumbá. “Eu sempre dancei no boi, e gostava de ser o índio”, recorda.

Atualmente, seu Pedro Valdez acompanha os netos e bisnetos que brincam no boi Flor da Infância, criado por ele e pelas filhas, que um dia também já foram dançarinas de boi-bumbá. “É muito bom e estamos muito felizes com nossas crianças em poder participar dessa festa linda da prefeitura de Belém”, disseram as irmãs Laisse da Silva e Andreia Vale Almeida.

Emoção – O cortejo junino de Mosqueiro foi marcado por grande emoção. Segundo o maestro da banda 6 de Julho, Alan Santos, as pessoas estavam ansiosas pelo retorno das atividades de rua. “É uma sensação de gratidão e alegria, porque as pessoas gostam dessa proximidade e dos festejos juninos”, disse.

Para Elen Campina, vice-presidente da escola de samba Piratas da Ilha, o momento também foi de alegria e gratidão. “Estamos muito felizes em voltar, após dois anos de pandemia, e hoje vamos de São João em ritmo de samba”, festejou.

A agente distrital de Mosqueiro, Vanessa Egla, também destacou a importância do retorno presencial das atividades culturais, na ilha. “Estamos muitos satisfeitos com a resposta da nossa comunidade em aceitar nossa ideia do cortejo cultural junino. Só quero agradecer a equipe do Departamento de Turismo e Eventos da Agência Distrital, da Prefeitura de Belém e do Instituo Viver Periferia que apoiaram a festa”, disse.

Após o cortejo, houve brincadeiras infantis e apresentação de quadrilhas roceiras na praça da Vila.

Texto: Selma Amaral

Última edição por: Agência Belém

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