Belém se consolidou como referência em proteção infantil durante o CarnaBelém 2026. A Secretaria Executiva da Primeira Infância e Desenvolvimento Infantojuvenil (Sepidi) implementou o Protocolo de Proteção Integral, inspirado na metodologia de Plantão Integrado, modelo de sucesso em eventos globais, como o adotado na COP30, com as adaptações necessárias para garantir a segurança de crianças e adolescentes nas festividades carnavalescas.
O protocolo representa uma ação intersetorial robusta, envolvendo órgãos municipais, estaduais, federais e organismos internacionais, incluindo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Organizações das Nações Unidas (ONU), com foco na garantia do direito ao lazer em ambientes seguros e monitorados.
Estrutura e atuação
A operação funciona em quatro quadrantes principais no espaço de acolhimento Aldeia Amazônica: recepção, triagem, espaço lúdico “Brincar Seguro” e área de amamentação. A estrutura segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e normas do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). Além disso, 15 voluntários capacitados pelo MDHC atuaram diretamente com as famílias, seguindo protocolos de atendimento humanizado.
Crédito: Divulgação/ SEPIDI

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Segundo Flávia Marçal, titular da Sepidi, o protocolo ajudou a proteger melhor as crianças.
“A atuação da Sepidi no Carnaval 2026 avançou a política de proteção integrada a crianças e adolescentes em grandes eventos. Esse trabalho é fruto de uma articulação que se iniciou na COP30, envolvendo o MDHC, Unicef e diversas outras entidades de defesa dos direitos da criança”, detalhou.
Durante os desfiles das escolas de samba, realizados nos dias 27 e 28 de fevereiro, 1.018 crianças foram identificadas, e 6.983 materiais educativos e preventivos — como ventarolas, folders, cards e pulseiras de identificação — foram distribuídos.
“A Prefeitura de Belém garante os direitos das crianças com diversão, mas também com responsabilidade. Os cuidadores e familiares participaram de todo o processo, mostrando que proteção e participação caminham juntas”, complementou Flávia Marçal.
Crédito: Divulgação/ SEPIDI

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Resultados e impactos
Os dados do CarnaBelém 2026 evidenciam o sucesso da operação: zero ocorrências graves, tempo médio de permanência das crianças inferior a duas horas e 100% dos casos resolvidos sem necessidade de acolhimento institucional.
Os indicadores qualitativos apontam elevada adesão das famílias às medidas preventivas e o fortalecimento da cultura de proteção em eventos de grande porte. O modelo aplicado no CarnaBelém 2026 demonstrou efetividade preventiva e integração institucional consolidada, podendo ser replicado em futuros eventos de grande fluxo na cidade.