Prefeitura instala armadilhas contra a dengue no Parque da Cidade

O trabalho contou com uma força-tarefa de Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que mapeou e distribuiu os equipamentos em áreas estratégicas do Parque da Cidade, local que sedia a COP 30.

Crédito: Ascom Sesma

Os Agentes de Combate a Endemias (ACEs), da Prefeitura de Belém, instalaram as armadilhas contra a dengue.

A Prefeitura de Belém, em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade Federal do Pará (UFPA), deu um passo decisivo na proteção sanitária do Parque da Cidade, local que sedia a Conferência do Clima da ONU (COP 30), com a instalação de 119 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), conhecidas como “armadilhas inteligentes” contra o mosquito Aedes aegypti.

A ação estratégica foi realizada pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na última quarta-feira (05), e representa mais um passo para o controle das arboviroses na capital da Amazônia. O trabalho contou com uma força-tarefa de mais de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que mapearam e distribuíram os equipamentos.

LEIA TAMBÉM: Rede de saúde está fortalecida e pronta para receber COP 30 em Belém

Mapa mostra “aglomerado” das armadilhas contra o mosquito da Dengue instaladas em áreas estratégicas da cidade.

A tecnologia, validada pela Fiocruz-AM, atua de forma inovadora: o próprio mosquito leva o larvicida para outros criadouros, interrompendo o ciclo reprodutivo e reduzindo a presença do vetor em áreas críticas. A medida é tática, baseada em evidências e que contribui para combater o mosquito da dengue.

O resultado das ações integradas é expressivo: Belém reduziu em 59% os casos de dengue em 2025, em comparação ao ano anterior. Em 2024, foram 2.077 casos confirmados da doença. Já em 2025, até setembro, o número caiu drasticamente para 792 confirmações depois da adoção de uma série de medidas planejadas pela SESMA, com base em inteligência geoespacial, capacitação técnica das equipes e instalação de mais de 4.500 EDLs em toda a cidade.

Moisés Silva, pesquisador da UFPA, coordenou a ação de instalação da EDLs em Belém.

Belém inspira novas práticas de controle

As áreas de maior vulnerabilidade foram mapeadas com base em dados epidemiológicos de anos anteriores, o que permitiu, para as ações deflagradas em 2025, priorizar bairros críticos e locais estratégicos, a exemplo da Estação das Docas, do Porto Futuro e, agora, o Parque da Cidade.

“As nossas equipes agem primeiro onde os dados apontam maior risco. A instalação das armadilhas no Parque da Cidade é um exemplo disso. Estamos garantindo um ambiente mais seguro para os visitantes e para a população de Belém durante a COP 30”, explica Moisés Batista da Silva, professor e pesquisador do ICB/UFPA (Universidade Federal do Pará), que acompanhou toda a ação da equipe da vigilância.

VEJA MAIS: Vacinação segue disponível para a população e turistas na COP 30

A soma de tecnologia, planejamento e ação territorial consolidou o chamado “Modelo Belém de enfrentamento ao Aedes aegypti“. A experiência virou referência nacional, uma vez que unifica inovação, eficiência e economia de recursos públicos, liberando leitos e equipes do SUS para outras demandas da população.

O modelo, desenvolvido em parceria com a UFPA, tem como base a vigilância de precisão: dados em tempo real, atuação territorial e monitoramento contínuo de focos. Essa combinação tem transformado a maneira como a capital enfrenta as arboviroses (dengue, zika e chikungunya).

DIA D – No próximo sábado (08), Belém volta as atenções para um novo momento de combate: o Dia D de Combate à Dengue, Zika e Chikungunya. A programação é realizada de forma integrada entre a Sesma e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). As equipes estarão em diversos pontos de Belém (PA), levando atividades educativas, distribuição de material informativo e orientação à população sobre medidas simples e eficazes de prevenção. A mobilização marca a continuidade do trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo de 2025, fortalecendo o papel da educação em saúde como principal ferramenta de combate aos vetores.

Última edição por: Fernanda Palheta

Compartilhe: 

Zeladoria Cidadã

Fatos Rápidos

0

Ruas a serem asfaltadas em Belém

R$ 0 M

Investimento em recursos próprios da Prefeitura

0

Ruas com ordem de serviço imediata na Terra Firme

0

Frentes de trabalho simultâneas mobilizadas

Agentes Locais

Fulano da Silva

Agente DAGUA

Maria Joana

Agente DABEL

João Batista

Agente DASAC

Pautas

Não temos pautas no momento
Não temos notas no momento

Notícias Relacionadas

Pesquisar