Prefeitura instala novo Jardim de Chuva no Horto Municipal de Belém

Nova estrutura integra estratégia de drenagem sustentável da cidade e amplia ações do Junho Verde 2026 para combater alagamentos e fortalecer a educação ambiental.

Crédito: Paula Lourinho

Trabalhadores iniciam a implantação do Jardim de Chuva em frente ao Horto Municipal de Belém.

Transformar espaços urbanos em aliados no combate aos alagamentos e na preservação ambiental tem sido uma das estratégias adotadas pela Prefeitura de Belém para tornar a cidade mais resiliente às mudanças climáticas. Por meio de soluções baseadas na natureza, a gestão municipal vem investindo em infraestrutura verde capaz de melhorar a drenagem das águas pluviais, ampliar áreas vegetadas e promover mais qualidade de vida para a população. Nesse contexto, a implantação dos Jardins de Chuva surge como uma importante ferramenta para reduzir os impactos das chuvas intensas e fortalecer a sustentabilidade urbana.

Na manhã desta segunda-feira (8), a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), iniciou a instalação de um novo Jardim de Chuva na área localizada em frente ao Horto Municipal de Belém. A intervenção integra o conjunto de ações voltadas à drenagem sustentável das águas pluviais e à ampliação das áreas verdes da cidade.

O projeto do Jardim de Chuva é coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), responsável pelo planejamento ambiental e pela implantação da solução baseada na natureza. A execução da obra conta com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), responsável pelos cálculos técnicos, pela execução dos serviços e pelo suporte operacional necessário para a implantação da estrutura. A secretaria também disponibilizou equipes e caçambas para a retirada e destinação adequada dos materiais oriundos da intervenção.

A iniciativa ocorre poucos dias após o lançamento do maior Jardim de Chuva da capital paraense, implantado na avenida Marechal Hermes. A ocasião marcou também a abertura oficial da programação do Junho Verde 2026, que reúne uma série de atividades ambientais promovidas ao longo de todo o mês, com foco na conscientização, preservação dos recursos naturais e incentivo a práticas sustentáveis.

O novo Jardim de Chuva foi projetado para captar e infiltrar parte da água da chuva diretamente no solo, reduzindo a sobrecarga da rede de drenagem urbana e contribuindo para minimizar pontos de alagamento.

Além disso, a estrutura favorece a recarga dos lençóis freáticos, melhora o microclima urbano e amplia a biodiversidade local.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Juliana Nobre, destacou que os Jardins de Chuva representam uma solução moderna e eficiente para os desafios climáticos enfrentados pelas grandes cidades.

“Estamos construindo uma cidade que dialoga com a natureza. Os Jardins de Chuva são soluções eficientes e sustentáveis que ajudam a reduzir os alagamentos, melhoram a infiltração da água no solo e ainda tornam os espaços públicos mais verdes e acolhedores para a população”, afirmou.

Além dos benefícios ambientais, a área em frente ao Horto Municipal também servirá como espaço de referência para atividades de educação ambiental, demonstrando na prática como as soluções baseadas na natureza podem contribuir para o manejo sustentável das águas urbanas.

Segundo Juliana Nobre, a Prefeitura pretende ampliar esse modelo para outros bairros da cidade.

“Cada novo Jardim de Chuva representa um investimento em qualidade ambiental e adaptação climática. Nossa meta é expandir essas estruturas para diferentes regiões de Belém, levando benefícios ambientais, paisagísticos e educativos para cada vez mais pessoas”, ressaltou a secretária.

Expansão da infraestrutura verde

Além da avenida Marechal Hermes e do Horto Municipal, novas áreas da cidade receberão Jardins de Chuva nos próximos meses. Entre os locais já previstos estão a rotatória da avenida Perimetral e a área em frente ao Museu Paraense Emílio Goeldi. Outros pontos também fazem parte do planejamento municipal, como a rua dos Mundurucus, a travessa Rui Barbosa e o bairro da Terra Firme.

As áreas receberão espécies vegetais adaptadas tanto aos períodos de seca quanto às condições temporárias de alagamento, garantindo maior eficiência na drenagem e resistência às características climáticas da região amazônica.

Entre as espécies selecionadas para compor os Jardins de Chuva estão petúnias selvagens, tajás, inhames, helicônias-papagaio, cana-da-índia e grama-amendoim. Além de auxiliarem na absorção da água da chuva, essas plantas contribuem para a valorização paisagística dos espaços públicos e para o aumento da biodiversidade urbana.

Crédito: Paula Lourinho

Intervenção vai contribuir para a redução de alagamentos e o fortalecimento da infraestrutura verde urbana
Última edição por: Lilian Leitão

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