Com o objetivo de promover a saúde, o cuidado contínuo e a reintegração social para pessoas em situação de dependência química, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Direitos Humanos (Semcad) realizou nesta segunda-feira, 15, uma palestra alusiva ao Dia do Alcoólico Recuperado.
A programação ocorreu no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e outras Drogas (Caps AD), no bairro de Nazaré, e contou com a participação de 38 usuários atendidos. Eles puderam acompanhar a exposição do professor especialista em alcoolismo Mauro Daibes e participaram de uma roda de conversa, que contou com a participação de Ester Sousa, assistente social, integrante do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen) e que já realiza acompanhamento com os assistidos por meio de um grupo de apoio.

Para José Cândido Reis, paciente do Caps AD que está em tratamento há mais de 15 anos, esse tipo de programação é importante para que os assistidos possam ser ouvidos, inclusive sobre as melhorias necessárias para os centros. “Foi muito satisfatória a palestra. Falou sobre álcool, drogas e outras situações de vício. O Caps ajuda muito a gente”, declarou.
Segundo a secretária executiva de Políticas de Prevenção e Combate às Drogas e Reintegração Social da Semcad, Rosa Claudia Daibes, além de promover a conscientização sobre o alcoolismo enquanto doença, celebrar a trajetória das pessoas que conquistaram a sobriedade e incentivar quem ainda está em processo de tratamento, o objetivo da secretaria era também ouvir os assistidos.
“Queremos escutar para levar à Prefeitura as informações no sentido de engajar melhorias para dentro das casas especializadas. A gente ouviu muito esse retorno deles: de que se sentiram sujeitos de fato, porque alguém está preocupado e realmente quer fazer políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou a secretária.
A programação também reafirmou a importância da informação, do acolhimento, das políticas públicas, dos grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos, e da tomada de decisão por parte dos dependentes.
“O primeiro ponto é esse: querer sair dessa situação, deles decidirem ‘quero parar de beber’. Então a partir desse momento se começa a trabalhar dentro dos Caps, com a equipe multiprofissional, o acompanhamento, a vigilância. Porque ‘alcoólico recuperado’ é um termo que a gente precisa refletir, no sentido de que, na verdade, não existe um alcoólico recuperado. Existe um alcoólico o tempo todo sendo vigilante, sendo acompanhado, sendo tratado”, explica a Rosa Daibes.