“Trilha de Formação dos Catadores” é a segunda etapa do programa Conexão Cidadã que avança neste mês de outubro com palestras voltadas aos catadores e catadoras de materiais recicláveis em Belém. A intenção é oferecer informações práticas para fortalecer a atuação profissional, ampliar o conhecimento sobre a cadeia da reciclagem e apresentar possibilidades de organização, geração de renda e inclusão produtiva.
Nesta quarta-feira (8), o Instituto Saber, localizado na avenida Tamandaré, recebeu o sétimo encontro da iniciativa, para a construção de uma formação voltada às necessidades e à realidade profissional da categoria. A proposta é trabalhar, de forma gradual e participativa, diferentes temas relacionados à atividade dos catadores, à cadeia da reciclagem e às possibilidades de fortalecimento profissional e econômico a partir de materiais reciclados.
Coordenado nacionalmente pela Associação Nacional dos Catadores (ANCAT), em parceria com o Banco do Brasil e o Governo Federal, o projeto conta com o apoio da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva (Seinp). Em outubro, a programação do Conexão Cidadã ocorre em espaços que fornecem assistência para pessoas em vulnerabilidade social, com busca ativa e atendimento, articulação institucional e capacitação da equipe.
Dandara Martins, técnica social do programa explicou sobre o trabalho de acolhimento, atendimento e cadastramento dos catadores e catadores.
“Entendemos, desde o cadastramento, qual é a realidade dessa pessoa, se é uma necessidade dentro da assistência ou na área da saúde. Para além disso, fazemos a entrega de Equipamento de Proteção Individual (EPI), tudo isso para auxiliar no dia a dia do trabalho desse profissional”, detalhou Dandara que explica que o acompanhamento é de dois anos.

Segundo a técnica social, o projeto agora vive uma nova fase.
“Vivenciamos o momento agora da trilha pedagógica, que é mais direcionada para a questão de geração de renda, mas também para firmar com eles compromissos. Então, acontece durante dez encontros, geralmente de duas a três horas, que a gente chama de ‘laboratório de inovação’, que é, justamente, dar valor e criar a partir daquilo que já existe, e vai se transformar ou no artesanato ou numa Ecojoia. No Círio, por exemplo, eles estarão vendendo estes produtos ecológicos. Tudo isso, essa cadeia, é aprendido nestas palestras”, complementou.
O impacto social da iniciativa também pode ser percebido nos relatos dos participantes que integram a nova fase do projeto. Para o catador Willian Cabral, de 49 anos, a formação é muito importante para fortalecer sua autoestima enquanto profissional da reciclagem, além de contribuir para sua profissionalização e valorização do trabalho.

“O Conexão é muito útil a nossas vidas para nos ajudar e para nos fortalecer na nossa autoestima. É um programa companheiro que vem nos reabilitando, nos socializando”, disse o trabalhador sobre o trabalho que contribui para a valorização do trabalho realizado pela categoria na cadeia da reciclagem.
Texto: Luciana Caxias, estagiária de jornalismo sob supervisão de Juliana Maia – Ascom Sezel




