Saiba onde fazer o descarte de móveis e eletrodomésticos em Belém

A coleta de resíduos domiciliares conta com a colaboração da população para manter a cidade limpa e saudável.

Com mais de 180 mil toneladas de lixo removidas e ações de educação ambiental, Prefeitura de Belém se alia a Emaús para promover descarte correto de resíduos de grande porte.

A capital paraense tem passado por uma verdadeira transformação desde o início de 2025. Por meio do programa Belém Limpa, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), intensificou os trabalhos de limpeza urbana com foco na retirada de resíduos descartados irregularmente em ruas, canais e espaços públicos da cidade.

Somente nos primeiros quatro meses deste ano, mais de 180 mil toneladas de lixo foram recolhidas. Entre as remoções estão sofás, geladeiras, pneus, animais mortos e até carcaças de veículos, evidenciando a gravidade da situação e a urgência de conscientizar a população sobre práticas corretas de descarte de móveis e resíduos de grande porte.

Como descartar móveis corretamente?

Mesmo com os avanços já registrados, ainda há muitas dúvidas por parte da população sobre o descarte de móveis. O correto é que o cidadão dê uma destinação responsável a esses materiais. A Prefeitura oferece alternativas como:

– Ecoponto do Parque São Joaquim, localizado na rua Sol Nasce Para Todos com a travessa Alferes Costa.

– Disque Entulho: serviço gratuito que coleta até um metro cúbico de resíduos inertes por pessoa, mediante agendamento.

Para solicitar serviços ou tirar dúvidas, o morador pode acionar o WhatsApp da Sezel: (91) 98405-3100, disponível em dias úteis, durante o horário comercial, com menu interativo para facilitar o atendimento.A coleta é feita pela concessionária de limpeza, com prazo de até três dias úteis para o agendamento.

Há penalidades para descarte irregular?

O cidadão flagrado descartando lixo ou entulho em locais públicos está sujeito a punições previstas no Código de Posturas do Município, além das sanções da Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Emaús: solidariedade e reciclagem caminhando juntas

Complementando os esforços do poder público, o Movimento República de Emaús cumpre um papel essencial ao promover a coleta solidária de móveis, eletrodomésticos, roupas, brinquedos, utensílios e outros itens. O projeto contribui com a redução do descarte irregular nas ruas da cidade.

“As doações são importantes porque nos ajudam a gerar trabalho, renda e dignidade para dezenas de famílias. Ao doar, você prolonga a vida útil dos objetos e ainda colabora com quem mais precisa”, destaca Leide Reis, representante de Emaús.

As doações podem ser feitas durante todo o ano. Basta entrar em contato pelo número (91) 98170-8721 para agendar a retirada dos materiais em domicílios ou instituições.

O ponto alto da ação é a Grande Coleta de Emaús, marcada este ano para o dia 29 de junho, antecipada por conta da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento global que ocorrerá em novembro em Belém. A Grande Coleta percorre os bairros Pedreira, Marco, Souza, São Brás, Icoaraci, Satélite, Parque Verde e Atalaia.

“A Grande Coleta é uma oportunidade de dar um destino correto aos objetos que já não servem mais para uns, mas que podem ganhar nova vida com outros. É um gesto simples que tem grande impacto social e ambiental”, ressalta Renato Campelo, secretário do projeto Grande Coleta.

Após a coleta, os materiais são triados, higienizados e revendidos a preços populares todas as quartas-feiras na sede da organização, promovendo o reaproveitamento e uma economia solidária.

No caso dos brinquedos, há ainda um trabalho artesanal envolvido. “Cada boneca que chega aqui carrega uma história. A gente restaura com carinho para que ela possa continuar fazendo parte da infância de outra criança. O reaproveitamento também é uma forma de afeto”, afirma Cleia Santos, restauradora de bonecas voluntária de Emaús.

Ações como o programa Belém Limpa e o trabalho da organização não governamental Emaús mostram que, com compromisso e colaboração, é possível transformar a realidade urbana e social da capital paraense.

  • Texto: Marli Portilho
Última edição por: Administrador

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