Prefeitura apresenta ações de redução do descarte irregular em Belém
A titular da Semma, Juliana Nobre, apresentou as experiências desenvolvidas pela Prefeitura de Belém em painel sobre os desafios da gestão de resíduos sólidos nos municípios amazônicos.
Juliana Nobre, da Semma, apresentou iniciativas que ajudam a ampliar a vida útil de aterros e contribuem para uma gestão mais eficiente dos resíduos sólidos
Uma série de iniciativas para ampliar a destinação correta dos resíduos e reduzir o descarte irregular na cidade vem sendo desenvolvidas pela Prefeitura de Belém, entre as quais o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão dos catadores no processo de reciclagem, a expansão dos ecopontos, os programas de incentivo à reciclagem e a implantação da usina pública de compostagem na Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves), destacou a secretária municipal de Meio Ambiente, Juliana Nobre, nesta terça-feira, 9, no II Congresso Ambiental do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), realizado no Hangar.
“Temos buscado alternativas para que os resíduos recicláveis sejam redirecionados e não acabem acumulados no aterro sanitário. São iniciativas que ajudam a ampliar a vida útil desse espaço e contribuem para uma gestão mais eficiente dos resíduos sólidos no município”, afirmou.
O evento reuniu mais de 800 especialistas para discutir saneamento e resíduos sólidos na Amazônia e marcou também o lançamento do “Pacto Amazônia Limpa”, que visa acabar com os lixões e melhorar a qualidade de vida na região.
Juliana Nobre integrou a mesa do evento que abordou o tema “Diálogo entre gestores: desafios na gestão de resíduos sólidos nos municípios amazônicos”. O debate foi mediado por José Godofredo Pires, representante do MPPA.
Crédito: Paula Lourinho
A secretária municipal de Meio Ambiente, Juliana Nobre, participou, nesta terça-feira, 9, no II Congresso Ambiental do MPPA, no Hangar
Durante a programação, gestores públicos e especialistas compartilharam experiências e discutiram os principais obstáculos enfrentados pelos municípios amazônicos para implementar políticas públicas voltadas à gestão adequada dos resíduos sólidos, além de apresentarem estratégias e soluções adotadas para superar esses desafios.
Crédito: Paula Lourinho
“Temos buscado alternativas para que os resíduos recicláveis sejam redirecionados e não acabem acumulados no aterro sanitário”, destacou a titular da Semma
A titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) também ressaltou que a educação ambiental tem papel fundamental nesse processo e vem sendo desenvolvida de forma integrada entre diferentes órgãos municipais. As ações envolvem a Secretaria Municipal de Educação (Semec), a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) e a própria Semma, levando orientações para escolas, comunidades e áreas que historicamente registram descarte irregular de resíduos.
“A Prefeitura trabalha a educação ambiental de forma conjunta. Temos projetos dentro das escolas para tratar de resíduos sólidos, biodiversidade e áreas verdes, além de ações de urbanismo tático para recuperar espaços públicos e eliminar pontos de descarte irregular. É um trabalho integrado que busca ampliar a conscientização da população”, afirmou Juliana Nobre.
Crédito: Paula Lourinho
Prefeitura de Belém participou da mesa do evento que abordou o tema “Diálogo entre gestores: desafios na gestão de resíduos sólidos nos municípios amazônicos”
Juliana também destacou que os desafios relacionados aos resíduos sólidos não são exclusivos de Belém e fazem parte da realidade de diversos municípios amazônicos. Para ela, o congresso proporcionou um espaço importante para a troca de experiências entre gestores públicos, permitindo o compartilhamento de soluções e boas práticas que podem contribuir para o fortalecimento das políticas ambientais em toda a região.
Presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep) e uma das organizadoras do congresso, a promotora de Justiça Ana Maria Magalhães ressaltou que o tema dos resíduos sólidos foi escolhido por estar diretamente relacionado à qualidade de vida da população e ao desenvolvimento sustentável dos municípios.
“A destinação inadequada do lixo impacta o meio ambiente, a saúde pública e também a vida dos catadores. Por isso é importante reconhecer que esse problema existe, mas também compreender que há soluções. O congresso reuniu especialistas e gestores justamente para compartilhar experiências e mostrar caminhos que já vêm dando resultados em diferentes localidades”, destacou.
Ana Maria Magalhães, presidente da Ampep e uma das organizadoras do congresso
Segundo a promotora, um dos diferenciais desta edição foi a criação de espaços voltados ao diálogo entre os municípios paraenses, permitindo que gestores apresentassem suas dificuldades, mas também compartilhassem iniciativas bem-sucedidas na área ambiental.
“A proposta não foi apenas discutir o que precisa ser feito, mas ouvir quem está enfrentando esses desafios no dia a dia. O intercâmbio de experiências mostra que existem alternativas e fortalece a construção de soluções para a gestão dos resíduos sólidos nos municípios amazônicos”, afirmou.
O II Congresso do MPPA também se consolidou como um ambiente de diálogo e cooperação institucional, promovendo a troca de conhecimentos entre órgãos públicos, especialistas e gestores que atuam diretamente na formulação e execução de políticas públicas voltadas à realidade amazônica.