Sesma inicia 3ª pesquisa de criadouros de mosquito Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) inicia na próxima segunda-feira, 18, o 3º Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti – LIRAa . Um importante instrumento de orientação, estabelecido pelo Ministério da Saúde, para identificar as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue e chikungunya. Serão coletadas amostras em 20% dos quarteirões de Belém.

De acordo com a diretora em exercício do Departamento de Vigilância em Saúde, Leila Flores, a pesquisa indica aos gestores de saúde os locais com maior concentração de Aedes aegypti possibilitando, assim, a programação de ações de prevenção e a identificação dos bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença

“De posse desses dados, podemos fazer o mapeamento dos índices de infestação por Aedes aegypti, identificar os criadouros predominantes, avaliar a infestação no município e, assim, dar suporte à condução das ações de controle para as áreas mais críticas”, explica.

O 1º LIRAa, realizado em janeiro deste ano, e o 2º LIRAa, realizado em março, apresentaram respectivamente 2,3% e 3,6% de Índice de Infestação Predial, que classificam o município de Belém em estado de alerta, por apresentar índice superior ao recomendado pelas Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue.

Para o coordenador da Divisão de Controle de Endemias, David Aurélio, é a partir desses levantamentos que as ações da Sesma são desenvolvidas. “Nos últimos LIRAa’s identificamos que o mosquito possui como criadouros preferenciais vasos, frascos com água, recipiente de degelo (atrás da geladeira), bebedouros, fontes ornamentais e aquários sem peixes larvófagos (que se alimentam de larvas), lixo, vasilhas plásticas e/ou descartáveis, garrafas e latas, sucatas e ferro velho. Isso significa que tanto a prefeitura quanto a população precisam intensificar a remoção desses criadouros para evitar a proliferação do mosquito”, diz.

De acordo com o último boletim mensal do Departamento de Vigilância em Saúde da Sesma, que utiliza como fonte o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de janeiro até o dia 14 de maio de 2015, foram notificados 1.025 casos sugestivos de dengue, dos quais 445 foram confirmados. Os bairros de maior incidência são: Guamá, Marco, Pedreira, Sacramenta, Tapanã e Telégrafo.

A Sesma aguarda com expectativa o resultado do 3º LIRAa, uma vez que os casos de dengue diminuíram 64% em abril, em relação à março, quando foram confirmados 77 e 219 casos, respectivamente. “Ainda assim, estamos intensificando todos os nossos trabalhos, principalmente, com agentes de endemias nas ruas, vistoriando as casas, apurando denúncias e realizado controle químico, quando necessário. A população precisa também colaborar com a secretaria, evitando a formação de depósitos para que o mosquito não deposite seus ovos”, alerta Leila Flores.

Em caso de presença em abundância de mosquitos ou casos suspeitos de dengue e chikungunya, a população deve ligar para o Disque Endemias, no telefone 3344-2466. Durante o contato telefônico, o denunciante receberá a orientação necessária e deverá informar o endereço, com o perímetro correto, a fim de que uma equipe de controle de endemias seja encaminhada até o local.

Texto: Paula Barbosa

Última edição por: Agência Belém

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