Sistema desenvolvido em Belém amplia proteção contra a violência doméstica

A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher ( DEAM),registrou, só no ano passado, mais de seis mil ocorrências policiais na região metropolitana. Para mudar esse cenário e garantir proteção às mulheres em situação de violência doméstica, a Prefeitura de Belém está implementando o dispositivo “SOS Mulher”, gerenciado pela Guarda Municipal de Belém (GMB).

Ainda em processo de aprimoramento, o SOS Mulher, criado pela Empresa de Processamento de Dados do Estado (Prodepa), em parceria com a Companhia de Informática de Belém (Cinbesa), será disponibilizado por meio de um aplicativo instalado no aparelho celular, conectado à central de monitoramento que funcionará na sede da Guarda. Quando acionado o dispositivo, a viatura mais próxima é enviada ao local para tentar impedir a concretização da violência.

Ainda em fase de implantação, o serviço já chama a atenção de estados vizinhos interessados na tecnologia. Exemplo disso é a visita que a deputada estadual do Amapá, Cristina Almeida, faz a Belém para conhecer os mecanismos deste sistema. Acompanhada de um grupo de pessoas que trabalham em prol dos Direitos Humanos e no combate ao racismo, preconceito e violência contra a mulher, a parlamentar amapaense esteve em reunião com a prefeita em exercício, Karla Martins, nesta segunda-feira, 29, na sede da GMB.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Fernando Queiroz, o trabalho vai funcionar de forma integrada com o Tribunal de Justiça do Estado para atender mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, que estão sob medida protetiva. “Para esse atendimento, teremos uma equipe especializada que irá trabalhar 24h no monitoramento”, explicou.

Para a deputada Cristina Almeida, o SOS Mulher dará uma excelente assistência às equipes de combate à violência. “Fiquei otimista com a novidade, principalmente por saber que o avanço para a medida protetiva da mulher está atrelado à tecnologia, nossa grande aliada, pois ela é capaz de identificar o local onde está ocorrendo o ato criminoso e ainda fornecer informações sobre o autor do delito”, pontuou a deputada, que pretende levar o modelo para ser aplicado também no Amapá.

Estiveram presentes na reunião a gestora da Coordenadoria da Mulher de Belém (Combel), Noeme Barbosa e o presidente da Companhia de Informática de Belém (Cinbesa), José Regis Junior.

Texto: Karla Pereira

Última edição por: Agência Belém

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