Vacinação antirrábica deve imunizar 185 mil animais domésticos em Belém

Um total de 450 postos foram montados e espalhados por todos os bairros, distritos e ilhas de Belém para a Campanha de Vacinação Antirrábica promovida pela Prefeitura Municipal de Belém através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A estimativa do CCZ é que 140 mil cães e 45 mil gatos a partir de três meses de vida sejam imunizados para o controle da circulação do vírus da raiva entre animais e humanos.

Os postos estavam divididos entre Unidades Municipais de Saúde, escolas, clínicas veterinárias, igrejas, pet shops e praças. “O objetivo da vacinação é impedir a disseminação do vírus da raiva na capital, que há 31 anos não registra casos da doença em humanos e há 11 anos nenhum de raiva animal”, explicou o veterinário do CCZ, Roberto Brito, lembrando ainda a importância da vacinação de cães e gatos como principal meio de prevenção no controle da raiva humana. No ato da vacinação, os técnicos também orientavam os donos dos animais sobre os riscos da não imunização.

Para a funcionária pública, Tânia Barbosa, 43, que levou os três cães para vacinar, é importante que a população tenha a consciência de levar seu animal para imunizar. “Você está protegendo ao seu cão e gato e a você mesmo”.

A raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus que compromete o Sistema Nervoso Central. É uma doença em geral de evolução rápida e fatal, que pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem. No caso da raiva humana, os cães e gatos são os principais vetores da doença. Entretanto, raposas, morcegos, lobos, antílopes, gambás e furões também podem transmiti-la. “A população precisa estar atenta, pois a raiva não tem cura, e pode levar à morte em um curto período de tempo. Quem não pôde levar o cão e gato para vacinar hoje, pode levar em um outro dia no CCZ que fica na rodovia Augusto Montenegro KM 9. O vírus circulante da raiva pode se disseminar por via urbana ou rural, aérea ou terrestre. Se vacinarmos dentro das áreas rurais e, também, urbanas, criamos uma barreira, evitando que a espécie humana seja atingida também”, destacou o Secretário de Saúde do Município, Sérgio de Amorim Figueiredo.

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Texto: Kezia Carvalho

Última edição por: Agência Belém

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