A Escola Acadêmicos de Samba da Pedreira foi a terceira escola a se apresentar nesta sexta-feira (27), no primeiro dia das Escolas de Samba do Grupo Especial de Belém. Com o samba enredo trazendo o tema “Quem disse que acabou?”, a escola homenageou a força do samba como identidade popular e como resistência cultural, mostrando que o samba nunca vai acabar.
Crédito: Márcio Nagano

O presidente da escola, César Velasco, conta que vinham se preparando desde outubro de 2025, com ensaios técnicos que iam além do pavilhão, transbordando muito samba nas ruas do bairro da Pedreira, envolvendo cada vez mais a comunidade nessa festa.

“A temática deste ano traz uma provocação sobre o Carnaval em Belém, mas, em especial, homenageia quem faz o Carnaval acontecer e está nos bastidores. “A gente tá falando esse ano das pessoas que não aparecem, como os aderecistas, o ferreiro, o compositor. São atores que não aparecem. Então, o Acadêmicos vem mostrar esse ano uma realidade por trás da escola, das pessoas que fazem parte do grande desfile que vamos fazer”, conta o vice-presidente, Luís Alexandre.
Para o desfile de 2026 no CarnaBelém, a escola Acadêmicos da Pedreira se preparou durante oito meses, trazendo novas fantasias, carros com LED e, pela primeira vez na avenida, um show pirotécnico.
“O CarnaBelém estava parado há muito tempo. O prefeito Igor Normando trouxe novamente e, diferente do que pensam, investir no Carnaval não é besteira, é investir na economia da cidade, porque, nesse momento, muitas famílias fazem a economia rodar: vendedores ambulantes, costureiras e todos que fazem parte dessa festa”, contou o presidente da escola, César Velasco.

A escola, que completa 45 anos neste mês de março, carrega o espírito de união e o samba nas veias das famílias que passam de geração em geração. Prova disso é Brenda Moraes, integrante da ala dos amigos há 3 anos e, pela primeira vez, trouxe a filha para participar do desfile. “Esse ano é muito importante porque ela tá participando, e aí os amiguinhos vêm da escola e querem participar também, né? O movimento é sadio. Pode vir mãe, pode vir o papai, e a família participar junto com o nosso Carnaval de Belém”, declarou Brenda.
Com tradição, emoção e um desfile marcado pela valorização de quem constrói o espetáculo nos bastidores, a Acadêmicos da Pedreira reafirma seu papel como símbolo de resistência cultural e leva para a avenida um show que celebra o passado, fortalece o presente e projeta o futuro do samba em Belém.
GALERIA DE IMAGENS:
Acadêmicos da Pedreira leva a força popular às raízes do samba
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