Construído entre 1905 e 1908, o Palacete Bolonha foi idealizado para servir de residência ao engenheiro e empresário Francisco Bolonha e à esposa dele. Localizado na avenida Governador José Malcher, no bairro de Nazaré, em Belém, o edifício se consolidou como um dos principais marcos arquitetônicos da capital paraense e símbolo representativo da Belle Époque.
Nos primeiros meses de 2026, o espaço, administrado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Belém (Secult), recebeu 1.800 visitantes entre janeiro e meados de março.
De acordo com o superintendente da Secult, Aiuá Reis Queiroz, a COP-30 ampliou a visibilidade dos equipamentos culturais da cidade e despertou o interesse tanto de moradores quanto de turistas.

Entre os ambientes que mais chamam a atenção dos visitantes está a sala de música, reconhecida pela riqueza estética do teto ornamentado com esculturas em gesso e pelo piso integralmente em madeira. Outro destaque é o banheiro do casal Bolonha, que preserva peças fabricadas pela mesma empresa responsável por itens utilizados no navio RMS Titanic.
Crédito: Paula Lourinho

O Palacete oferece ao público ambientes históricos e decorativos, como o hall de entrada com azulejos franceses, a sala de almoço, a sala de jantar, o banheiro social, os vestuários masculinos e femininos, um hall com azulejos típicos de Belém e a sala de costura.
A visitação ao Palacete Bolonha ocorre de terça a sexta-feira, das 9h às 16h, com acompanhamento guiado e entrada gratuita. Às segundas-feiras, o espaço pode ser reservado, mediante agendamento, para a realização de sessões fotográficas, como ensaios de 15 anos e casamentos, sem custo.