Parque 25 transforma canteiro central da Romulo Maiorana

Primeiro trecho do Parque já foi entregue à população e conta com diversas áreas de lazer. As obras do segundo trecho já começaram e a previsão é de que terminem em 30 de novembro.

Crédito: Paula Lourinho

Novo chafariz ocupa a área central da rotatória no trecho. Além da beleza, ele foi pensado para proporcionar conforto térmico.

Com a reforma da avenida Romulo Maiorana, a Prefeitura de Belém, por meio por meio das Secretarias de Obras e Infraestrutura (Seinfra) e de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), inaugurou no último dia 5 de setembro o Parque 25, espaço linear que percorre a avenida em linha reta com espaços de lazer e esporte, ciclovias, áreas para caminhadas entre equipamentos diversos.

O primeiro trecho entregue à população compreende cerca de 500 metros entre as travessas Lomas Valentinas e Mauriti, abrangendo três quarteirões. O espaço conta com cinco quiosques, quadra poliesportiva, onde podem ser praticados futebol, basquete, vôlei, hóquei, entre outras modalidades, além de espaço de convivência, bicicletário e área destinada à prática de slackline.

A entrega do primeiro trecho também foi marcada pela inauguração de um chafariz na rotatória da avenida Rômulo Maiorana. O equipamento faz parte da requalificação do espaço e contribui tanto para o embelezamento quanto para a sensação de frescor na área do parque linear.

Segundo a secretária adjunta da Seinfra, Rafaela Mericia, além do aspecto paisagístico, o chafariz ajuda a amenizar a sensação térmica no local, especialmente por causa da ventilação existente na avenida.

“O chafariz já traz uma refrescância por causa da água que se espalha. Como aqui é muito ventilado, o vento espalha essa água pelo ambiente”, explicou.

Parque já faz parte da rotina dos belenenses

Poucos dias após a inauguração, o primeiro trecho do Parque 25 já se tornou ponto de encontro e lazer para os belenenses. Diariamente, é possível encontrar pessoas caminhando, correndo, passeando com seus animais de estimação, sentadas nos bancos conversando ou contemplando a paisagem.

Jovens aproveitam a quadra poliesportiva para praticar diferentes modalidades, enquanto os quiosques, que foram totalmente reformados, recebem moradores em busca de alimentação e convivência.

De acordo com o secretário executivo de Planejamento Urbano da Seinfra, Marcus Ataíde, o projeto foi concebido para oferecer diferentes possibilidades de lazer ao longo da avenida.

“Como o próprio nome já diz, ele foi pensado como um parque linear. A gente distribuiu, ao longo da avenida, vários equipamentos de lazer, de alimentação, de cultura, de esportes, funcionando como se fosse um parque mesmo, onde as pessoas podem ter acesso a vários tipos de equipamentos para que a gente consiga dar mais qualidade de vida para quem mora em torno do parque”, explicou.

O conceito de parque linear prevê a implantação de equipamentos e áreas de lazer acompanhando o percurso de uma avenida, a exemplo dos Parques Lineares da Doca e da Tamandaré.

Segundo trecho está em obras

Enquanto o primeiro trecho já é utilizado pela população, a Prefeitura de Belém avança na construção da segunda etapa do Parque 25. De acordo com Rafaela Mericia, o segundo trecho compreende o percurso entre a travessa Mauriti e a avenida Antônio Baena.

A área corresponde a sete quarteirões e aproximadamente um quilômetro de extensão. Atualmente, os trabalhos incluem serviços de drenagem e calçamento, enquanto a construção dos equipamentos de lazer teve início nesta semana. A previsão é de que o segundo trecho seja entregue no dia 30 de novembro.

O Parque Linear terá aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão e contará com ciclovia, pista de cooper, playgrounds, brinquedos naturalizados, academia ao ar livre, espaço para calistenia, pet park, quadras esportivas, espaço para basquete, quadras de vôlei de areia, áreas de convivência, pergolados, quiosques, paraciclos e banheiros públicos.

O projeto também prevê novo paisagismo e medidas de acessibilidade, com implantação de rampas e piso tátil.

Marcus Ataíde destaca ainda que o segundo trecho contará com jardins de chuva nas bordas das áreas ao longo de toda a via. A estrutura contribuirá para a arborização do parque e para o correto direcionamento e absorção da água das chuvas.

Estacionamentos vão organizar fluxo na avenida

O projeto também contempla a implantação de estacionamentos ao longo do parque. Segundo Ataíde, a medida foi pensada principalmente para atender áreas com maior concentração de bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais.

“A gente fez a distribuição de alguns estacionamentos ao longo desse 1,5 quilômetro de via de parque para que contemplasse principalmente áreas onde você tem uma concentração maior de comércios, de bares, de restaurantes, para que a gente consiga organizar e ordenar esses estacionamentos que antes ocorriam de forma irregular ao longo da via. Então você libera uma faixa da avenida para o fluxo de veículos e você concentra esses estacionamentos, esses carros ao longo do canteiro central”, explicou.

O secretário ressalta que nenhuma árvore saudável foi retirada para a implantação das vagas. Os estacionamentos foram instalados em áreas que já estavam sem árvores e receberam pavimentação com bloquetes intertravados, permitindo a drenagem da água.

“A gente utilizou áreas que já estavam sem as árvores para que a gente colocasse estacionamentos. E, além disso, os estacionamentos foram pavimentados com bloquetes intertravados para possibilitar a drenagem desses espaços”, afirmou.

Moradores aprovam novo espaço

A transformação da avenida já pode ser percebida na rotina de quem vive no entorno. Pessoas jogando basquete, conversando nas áreas de convivência, praticando exercícios e contemplando a paisagem passaram a fazer parte do cotidiano do parque.

É o caso do aposentado Francisco Moura, de 76 anos. Cadeirante e morador da avenida Romulo Maiorana há 40 anos, ele conta que nunca havia utilizado o espaço para caminhadas antes da intervenção.

“Em todos esses anos, eu nunca passeei por aqui. Não tinha lugar para caminhar, era cheio de lama e grama mal cortada. Sempre escolhi outras ruas para andar com minha cadeira de rodas. Agora, com a entrega do Parque, tudo mudou. Venho aqui todos os dias, o espaço é todo acessível para quem é cadeirante e dá para fazer uma caminhada muito boa”, afirmou.

A aposentada Helena Fagundes, de 84 anos, também aprovou a novidade. Moradora da via há dez anos, onde vive com a filha, ela conta que, antes da inauguração do parque, realizava suas caminhadas dentro do próprio prédio, com o auxílio da personal trainer Kauana Pantoja.

“Quase não saía de casa, e hoje fiz questão de conhecer o parque e caminhar por aqui ao invés de me exercitar no ambiente fechado que é o prédio. Agora vou poder fazer minhas caminhadas ao ar livre, estou achando o parque ótimo, muito bonito, e é dever de todos os moradores conservá-lo assim”, disse.

Comerciantes já percebem aumento nas vendas

A movimentação no novo espaço também começa a se refletir na economia dos trabalhadores que atuam nos quiosques instalados ao longo do parque.

Dono da Tapiocaria da 25, estabelecimento que funciona há 15 anos, Amâncio Filho, de 56, conta que o espaço passou por uma transformação completa com a intervenção da Prefeitura. Antes da reforma, o quiosque era “formado de lata coberto com um toldo” e não possuía banheiro.

Com a reforma e a construção de banheiro para pessoas com deficiência, o comerciante afirma que, além da melhoria nas condições de trabalho para ele e seus funcionários, já percebe reflexos positivos no faturamento.

“O quiosque dava um público bom aos fins de semana, mas dia de semana a frequência caía muito. Desde que o Parque foi inaugurado, o público durante os dias de semana superou as nossas expectativas, pois todos os dias o Parque está cheio de gente. A minha renda aumentou acima de 25% nesses poucos dias de inauguração”, contou, satisfeito.

Semma planta 115 mudas no Parque 25

A transformação do espaço também inclui ações de paisagismo e arborização. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) plantou, ao longo de toda a extensão do Parque 25, 115 mudas de árvores.

São 40 mudas de ipê-rosa, 30 de ipê-amarelo, 40 oitis e cinco ipezinhos-de-jardim.

De acordo com a engenheira agrônoma e chefe do Departamento das Áreas Verdes Públicas da Semma, Camila Soares, a escolha das espécies levou em consideração tanto o embelezamento do espaço quanto a necessidade de arborização com árvores de copa alta, capazes de proporcionar sombreamento.

“Essas espécies são superadaptáveis ao nosso ambiente e vão atingir o objetivo que queremos, que é o sombreamento e o conforto térmico”, explicou.

Embora o conforto térmico seja ampliado à medida que as árvores cresçam, a engenheira ressalta que a vegetação já contribui para a melhoria das condições climáticas desde o momento do plantio, além de ajudar a tornar a cidade mais verde.

Camila Soares esclarece ainda que nenhuma árvore saudável foi retirada no perímetro do parque. Segundo ela, as árvores removidas estavam comprometidas ou mortas e foram substituídas por novas mudas.

“As árvores que foram retiradas foram árvores que já estavam comprometidas, mortas. Da mesma maneira que houve o plantio de mudas no lugar. Houve toda uma avaliação dessas árvores e as que estavam saudáveis permaneceram”, esclareceu.

Última edição por: Lilian Leitão

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